Boletim eletrônico Nº 646  Ano XIII - 2 a 9 de junho de 2017.

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Porto Alegre recebe o 7º Fórum Nacional de Museus

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A abertura do 7º Fórum Nacional de Museus aconteceu na noite de terça-feira (30) e reuniu cerca de 500 pessoas no auditório do Centro de Eventos da PUC, em Porto Alegre, entre profissionais, gestores, estudantes e acadêmicos do setor de museus.

Na abertura, Marcelo Mattos Araujo, presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), falou sobre as especulações sobre o eventual cancelamento do evento, diante da situação política em que o país se encontra. Ele ressaltou que as políticas públicas da área museológica foram construídas ao longo de décadas e configuram como uma conquista para o setor, que devem ser energicamente defendidas e que o Fórum é uma oportunidade de promover o debate para aprimorá-las. “Nosso compromisso é com as nossas instituições e é nesse sentido que este 7º Fórum acontece. Para debatermos os melhores caminhos para os museus brasileiros, que são um elemento importante da cultura brasileira”, declarou. Saiba mais sobre o primeiro dia aqui.

O Fórum vai até sábado (3), quando acontecem as reuniões dos grupos de trabalho e a plenária final. Nesta sexta (2), pela manhã aconteceram os últimos painéis e, a partir das 14h, será realizada a III Conferência. Ministrada por Jill Cousins, Diretora Executiva da Fundação Europeana, a Conferência tem como tema "Museus no século XXI: comunicação e formação de novos públicos". O evento será transmitido ao vivo no nosso canal do Youtube e no Facebook e o vídeo ficará disponível posteriormente.

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FNM: programação do 2º dia é marcada por diversidade de temas

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A quarta-feira (31), segundo dia de atividades do 7º Fórum Nacional de Museus, foi marcada por uma programação bastante diversificada. Os desafios e possibilidades em torno da promoção de museus e coleções esteve expressa na primeira manhã de painéis e o tema do Fórum, “Recomendação Unesco 2015 para Proteção e Promoção dos Museus e Coleções” foi o norte da conferência ministrada por François Mairesse.

Painéis

Os painéis reuniram representantes de museus e experiências brasileiras para apresentar e debater temas como programas educacionais, novas formas de comunicação e democratização de pesquisas realizadas em museus.

O painel “Programas educacionais em museus: como envolver os diferentes grupos sociais”, que teve como case o Museu do Pão, enfatizou os esforços no sentido de trabalhar de maneira plural com os múltiplos públicos museais para além de suas exposições, promovendo ações educativas que permitam à comunidade a apropriação desses espaços. Participaram deste painel, Helena Quadros, Pedagoga, Especialista em Ação Educativa e Cultural do Museu Emilio Goeldi e representante do Ponto de Memória de Terra Firme (PA);  Janaína Melo – Gerente de Educação do Museu de Arte do Rio/Escola do Olhar (RJ) e Mila Chiovatto – Chefe do Educativo da Pinacoteca de São Paulo (SP).

“Tecnologia não pode ser um atributo do museu, mas um serviço para a divulgação do seu acervo”, pontuou a diretora de conteúdo do Museu do Futebol, em São Paulo (SP), Daniela Alfonsi – uma das convidadas para o painel Novas formas de comunicação e de experiência no mundo digital. Este painel, que contou também com a participação da coordenadora do Projeto DAMI (voltado à digitalização do Museu Imperial), Muna Durans, e do diretor de comunicação do Museu do Amanhã, Rafael Veras, discutiu os novos aspectos da comunicação nos museus a partir do uso de novas tecnologias.

O terceiro painel da primeira manhã de 7º FNM contou com a participação de Simone Flores, coordenadora de projetos museológicos do Museu de Ciência e Tecnologia da PUC-RS, instituição que sedia o evento; Henrique de Vasconcelos Cruz Ribeiro, chefe da Divisão de Estudos Museais e Ações Comunitárias do Museu do Homem do Nordeste, em Recife (PE); e Fernando Oliva, curador do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Com o tema “Museu como lócus de produção de conhecimento: democratizando as pesquisas realizadas em museus” e mediado pelo diretor do Museu Histórico Nacional (MHN), Paulo Knauss, o painel abordou o desafio de conectar os variados púbicos com o conhecimento produzido pelos museus em suas áreas de atuação, em especial quanto a temas pouco explorados e não-convencionais. Saiba mais.

Conferência de Abertura

Na tarde da quarta-feira (31), o belga François Mairesse ministrou a primeira conferência do 7º Fórum Nacional de Museus (FNM). Sob o tema Recomendação Unesco 2015 para Proteção e Promoção dos Museus e Coleções, o conferencista falou sobre os principais avanços propostos por esse documento e a adesão dos países ao projeto de apoio ao desenvolvimento dos museus.

Inicialmente, Mairesse fez uma breve retrospectiva sobre o processo de aprovação da Recomendação Unesco para Proteção e Promoção e Coleções, aprovada em novembro de 2015, e destacou a atuação do Brasil que, desde 2011, e por iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Programa Ibermuseus, protagonizou a construção e a proposição do documento.Na tarde da quarta-feira (31), o belga François Mairesse ministrou a primeira conferência do 7º Fórum Nacional de Museus (FNM). Sob o tema Recomendação Unesco 2015 para Proteção e Promoção dos Museus e Coleções, o conferencista falou sobre os principais avanços propostos por esse documento e a adesão dos países ao projeto de apoio ao desenvolvimento dos museus.

O conferencista comentou sobre a ligação do documento com outros instrumentos internacionais que tratam sobre a luta contra o tráfico ilícito de bens culturais, a diversidade do patrimônio e normas éticas e profissionais. Ele explicou ainda que a Recomendação dá um panorama geral sobre o que é um museu, suas funções de preservação, recomendação, comunicação e educação. Continue lendo.

 

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FNM: Promoção, digitalização, função social e cooperação internacional foram os assuntos da quinta-feira

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No segundo dia de painéis do 7º Fórum Nacional de Museus, diversos temas ligados aos desafios e possíveis caminhos contemporâneos para a preservação e promoção de museus e coleções voltaram a estar em pauta e atrair o interesse do público que participa do evento em Porto Alegre (RS).

Os três painéis realizados na quinta-feira (1º) abordaram a gestão da propriedade intelectual sob a guarda dos museus, novas abordagens para o cumprimento de sua função social na atualidade e a digitalização de acervos.

Com o tema Preservação e acesso à informação museal em meio digital, o Painel 6 da programação iniciou com a apresentação de case sobre o Museu do Doce, quando foram expostos os projetos de acessibilidade e tecnologia do museu, com destaque para projeto de realidade aumentada desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal de Pelotas.

Em seguida, o painelista José Murilo Carvalho Junior, coordenador de Arquitetura da Informação da Coordenação-Geral de Sistemas de Informação Museal do Ibram, apresentou o Projeto Tainacan+Museu. Os painelistas Wellington Pedro da Silva, representante do Ponto de Memória Taquaril (MG), e Daniel Flores, doutor em Metodologias e Linhas de Investigação em Biblioteconomia e Documentação, também trouxeram ao público reflexão sobre a função do acervo a partir do uso de tecnologias por museus comunitários e sobre as estratégias de preservação digital, uso de banco de dados, plataformas de acesso e segurança de repositórios digitais.

Função social dos museus: novas abordagens frente às transformações sociais trouxe como painelistas a diretora do Núcleo de Pesquisa do Museu do Samba (RJ), Desirree Reis; a diretora do Museu do Sexo da Putas (MG), Cida Vieira; e Suzenalson da Silva Santos, representante do Museu Indígena Kanindé (CE). Mediado pela diretora do Departamento de Processos Museais do Ibram, Renata Bittencourt, a mesa abordou, através da apresentação das três experiências e debate com o público, o museu como ferramenta privilegiada para a promoção dos direitos humanos e respeito à diversidade, combate a violências e empoderamento de grupos sociais vulneráveis.

O terceiro painel do dia, A utilização criativa de acervos de museus e a gestão da propriedade intelectual, teve como mote a criação de laços afetivos com o público, a partir da oferta de experiências completas que façam os visitantes permanecerem por mais tempo nas instituições, continuando esse relacionamento após o término da visitação – a exemplo do desenvolvimento de produtos das lojas e cafés ligados à temática dos museus. O assunto foi abordado por Rafael Ferraz Vazquez, advogado associado e consultor sobre Direito Autoral da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI); Cláudia Porto, museóloga e consultora de museus, membro da diretoria do Icom para o Desenvolvimento de Coleções, e Gabriela Agustini, professora de Cultura e Tecnologia na Universidade Cândido Mendes e Fundação Getúlio Vargas, sócia e diretora de inovação no Olabi. A mediação foi da diretora do Departamento de Difusão, Fomento e Economia de Museus do Ibram, Eneida Braga. Continue lendo.

II Conferência

Na segunda Conferência do 7º FNM, Alan Trampe Torrejón falou sobre a Valorização dos museus por meio da cooperação internacional e os 10 anos da Declaração de Salvador.

Torrejón, que é subdiretor Nacional de Museus da Direção de Bibliotecas, Arquivos e Museus do Governo do Chile e membro fundador do Programa Ibermuseus, destacou a mudança na concepção de cooperação, que antes era vista apenas como um caminho para se conseguir recursos.

Ele afirmou que, após a Declaração de Salvador, os museus ibero-americanos passaram a trabalhar com uma concepção de cooperação mais horizontal e destacou o protagonismo do Brasil no desenvolvimento do setor na região, que levou à criação do Programa Ibermuseus. Para ele, "houve um avanço significativo na compreensão de que cooperação, com mais diálogo, com a compreensão de problemas comuns e uma reflexão para encontrar solução para assuntos comuns, tendo ciência das especificidades de cada um”.

Torrejón levantou ainda questões sobre o papel dos museus, suas problemáticas, suas relações com a sociedade e ressaltou que ainda há muito o que avançar em termos de cooperação regional, pois ainda há vários países que não têm políticas específicas para o setor de museus. Assista a Conferência na integra aqui.

 

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Acervos Digitais: resultado da parceria entre Ibram e Google no 7º FNM

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Uma foto  da família imperial na varanda da casa da princesa Isabel, em Petrópolis (RJ), feita por Otto Hess (foto). O processo de criação da obra Navio  de Emigrantes do pintor Lasar Segall. Os estudos para figurino da pesquisadora Sofia Jobim. Desde quarta-feira (30), coleções de cinco museus da rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) estão disponíveis ao público no Google Arts & Culture. O resultado da pareceria Google-Ibram foi apresentado durante o 7º Fórum Nacional de Museus (FNM).

Ao todo, são mais de 1,3 mil obras e 18 exposições virtuais entre o acervo digitalizado do Museu Lasar Segall (SP), Museu Histórico NacionalMuseus Castro MayaMuseu Nacional de Belas Artes e Museu Imperial (RJ).

Ampliação do acesso A digitalização tem como objetivo promover os museus brasileiros e seus acervos, democratizando o acesso ao vasto patrimônio que as instituições preservam.

Responsável por uma rede de 30 museus federais, esta é a primeira vez que objetos e coleções de seus museus estão reunidos em uma mesma plataforma digital de grande alcance, já que o Google Arts & Culture reúne hoje acervos de mais de mil museus e instituições de arte e cultura de todo o mundo.

Nesta primeira fase, mais de 450 obras dos museus Ibram foram capturadas com a Art Camera - câmera que digitaliza em alta resolução (gigapixels) e revela detalhes de obras e objetos que passariam despercebidos a olho a nu. Também é possível passear pelos museus do Ibram graças à tecnologia Google Street View.

Agenda

XI Encontro Brasileiro de Palácios e Casas Históricas

O quê: Organizado anualmente pelo Acervo dos Palácios do Governo do Estado de São Paulo, a edição de 2017 oferece aos participantes uma série de atividades. A programação tem como foco a literatura e a herança cultural de Portugal – em homenagem ao Dia de Portugal, celebrado em 10 de junho, e de Camões, criador de Os Lusíadas, e das comunidades portuguesas.
Quando: 10 de junho, a partir das 10h
Onde: Casa Guilherme de Almeida e Casa das Rosas (São Paulo/SP)
Informações: http://www.casaguilhermedealmeida.org.br

 

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Entre Mares

O quê:  A mostra vai reunir pinturas realizadas em dois meios: manual e digital além de objetos em cerâmica. O trabalho é uma exposição híbrida e contemporânea que utiliza diferentes recursos para construir e apresentar ao público um trabalho fotorrealista.
Quando: 8 a 30 de junho.
Onde: Museu Regional de São João del-Rei (Rua Marechal Deodoro 12, Centro - São João del-Rei/MG)
Informações: (32) 3371 7663

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Roda de Conversa

O quê: Encontro com os fotógrafos Lucas Alves, Thiago Ferreira e Yuri Melo. Na oportunidade, o público irá conhecer um pouco mais sobre a carreira dos dois profissionais e o processo de criação das obras que fazem parte da mostra "Dizer o indizível".
Quando: 3 de junho às 15h
Onde: Museu de Arte Moderna de Resende (Rua Dr. Cunha Ferreira 104, Centro Histórico - Resende/RJ)
Informaçõesmuseus.resende@gmail.com

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O Tempo Dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália

O quê: A exposição traz uma significativa e diversificada coleção de obras de arte dos povos indígenas da Austrália. São mais de 60 obras, selecionadas por importância histórica, com uma linguagem contemporânea e técnicas diversas, tais como pinturas, esculturas, litografia e bark paintings (pinturas em entrecasca de eucalipto), que englobam um período de 45 anos, desde o despertar da comercialização da arte aborígene contemporânea na década de 1970 até o presente. Compõem o acervo obras de arte da Coo-ee Art Gallery, a galeria mais antiga e respeitada em arte aborígene da Oceania. Peças de coleções privadas e instituições governamentais também atravessaram o oceano exclusivamente para esta exposição.
Quando: de 31 de maio até 16 de julho, de terça a domingo, das 9h às 21h.
Onde: CAIXA Cultural Brasília (SBS Q 04 – Lotes 3/4 - Edifício anexo à matriz da CAIXA, Brasília/DF)
Informações: www.caixacultural.com.br

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Acidentes de Leitura

O quê: A exposição do artista Alexandre Rodrigues da Costa, junta uma tríade de trabalhos nos quais são exploradas as questões do corpo e suas reproduções a partir de dispositivos de captura digital e de propagação de imagens (câmera fotográfica, download e scanner).
Quando: 2 de junho a 2 de julho
Onde: Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP (Rua Alvarenga nº 794, Cabeças - Ouro Preto/MG)
Informações: (31) 3552 2480 ou www.faop.mg.gov.br

 

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Família Legal

O quê: Após a visita ao Museu, os educadores propõem o desenvolvimento de ações como: perguntas e respostas, quebra-cabeça, jogo da memória, entre outras atividades que complementam a visita e divertem as famílias.
Quando: aos sábados e domingos, das 9h às 12h ou das 14h às 16h.
Onde: Museu Casa de Portinari (Praça Cândido Portinari - Brodowski/SP)
Informações:  (16) 3664 4284

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Domingo com Arte no Museu

O quê: O Museu de Artes e Ofícios apresenta o grupo Oxente Uai no projeto Domingo com Arte no Museu. Na ocasião será lançado o curta documentário  "O primeiro filho: diário de gravação do disco Feito Passarim", dirigido pela Quadro Negro Áudio Visual. Oxente Uai surpreende com uma linguagem musical peculiar que garantiu à banda a conquista do público desde o início de sua formação: uma rica mistura dos ritmos populares, como xote, forró e baião, e a contemporaneidade da música erudita.
Quando: 4 de junho às 11h.
Onde: Museu de Artes e Ofícios (Praça Rui Barbosa 600, Centro - Belo Horizonte/MG)
Informações: (31) 3248 8600

 

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