Boletim eletrônico Nº 650  Ano XIII - 30 de junho a 7 de julho de 2017.

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Museu Solar Monjardim recebe presidente do Ibram

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O Presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, realizou nesta quinta-feira (29) visita técnica ao Museu Solar Monjardim em Vitória/ES, dando continuidade à série de visitas às unidades museológicas do Ibram espalhadas pelo Brasil.

Araujo foi recepcionado pelo Diretor do Museu Solar Monjardim, Rogério Magalhães Coutinho, que destacou a iniciativa como “uma excelente oportunidade de conhecer as potencialidades do Solar Monjardim, tanto em relação à sua equipe quanto à sua estrutura física”.

Também participou da visita a Superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Espírito Santo, Elisa Taveira. Na pauta estavam questões ligadas à preservação do patrimônio histórico-cultural e difusão do acervo museológico.

O museu

Situado em uma casa histórica do início do século XIX, o Museu Solar Monjardim recria a ambientação de uma residência rural de família abastada do período, abordando elementos marcantes da história regional e nacional através de um acervo eclético. Sucessor dos antigos Museu Capixaba e Museu de Arte Religiosa de Vitória, o Museu Solar Monjardim foi criado em 1980 e hoje integra a rede de museus do Ibram.

 

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Página web reúne mais de 7 mil museus de países ibero-americanos

Registro de Museus Iberoamericanos

O Programa Ibermuseus apresentou na última quarta-feira (28), o Registro de Museus Ibero-americanos (RMI). A página rmiberoamericanos.org é uma base de dados online com informações sobre 7.104 museus distribuídos em 13 países e que pretende incluir informações dos mais de 9.000 museus de todos os 22 países da região.

Concomitante ao lançamento oficial do RMI ocorrido em Madri, no Brasil o evento foi realizado na sede do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram. Participaram do lançamento o presidente do Ibram, Marcelo Mattos Araújo, o coordenador geral de Sistemas De Informação Museal (CGSIM/Ibram), Alexandre Cesar Avelino Feitosa, a professora do Departamento de Museologia da Universidade de Brasília, Rose Miranda e a consultora de Projetos do Programa Ibermuseus, Vanessa de Britto.

Para Marcelo Araújo, o RMI é um instrumento extremamente importante para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para o setor na região, além de uma ferramenta de promoção e conhecimento dessas instituições, com um imenso potencial de viabilizar contatos, projetos e interlocuções.

Disponível em português, espanhol e inglês, o RMI é uma ferramenta pesquisa interessante não só para o público em geral, mas também para pesquisadores, pois traz informações de contato, tais como endereço e horário de funcionamento, e outras como tipologias de acervo e natureza administrativa, entre outras.

O lançamento do Registro de Museus Ibero-americanos foi uma das atividades em comemoração dos 10 anos do Programa Ibermuseus. Saiba mais sobre o Registro de Museus Ibero-americanos.

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Museu Lasar Segall e Fundação MAPFRE inauguram a exposição

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O Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo, recebe a partir do próximo dia 04 de julho a exposição Tesouros da coleção Fundação MAPFRE-obras sobre papel. As obras expostas fazem parte da Coleção de Desenhos do século XX, patrimônio da Fundação MAPFRE e ficam em cartaz até o dia 28 de agosto.

Desde o início, a Fundação MAPFRE centrou seus esforços na recuperação da obra sobre papel de artistas e movimentos relevantes para apreciar a evolução dos usos do desenho e da pintura do século passado. A seleção apresentada abrange o período do final do século XIX até meados do século XX, precisamente o momento em que o desenho ainda vive sua dupla condição. Se por um lado é um meio criativo para a execução final de outras obras, ao mesmo tempo mostra sua independência, como arte plena e suficiente em si mesma.

As Coleções de desenho da Fundação MAPFRE nasceram com a vontade de ser uma coleção de desenho moderno espanhol. Neste sentido, a criação de um conjunto de desenhos centrado nas linguagens da vanguarda espanhola, que já pode ser considerada clássica, constituía um resultado natural da programação de exposições que, durante muito tempo, teve como foco central a arte espanhola de princípios do século XX. Nos últimos anos, os projetos expositivos se abriram a artistas ou períodos importantes no contexto internacional, o que levou a traçar uma reflexão em torno da construção da modernidade no panorama internacional. Essas mudanças também se produziram na coleção da obra sobre papel e podem se ver refletidas na exposição agora exibida.

O caminho da mostra se inicia com desenhos de artistas que, como Edgar Degas, Auguste Rodin, Egon Schiele ou Pablo Picasso, estabeleceram as bases da arte do novo século XX que estava por chegar; pois desde 1900 se produziram diversas transformações e um processo de renovação que culminará diretamente no que hoje é conhecido como modernidade. Nessa trajetória a imagem da mulher cumpre um papel importante e se converte em verdadeira protagonista desse universo. A visão tradicional que entendia a arte como uma sucessão de movimentos, se vê enriquecida com obras como as de Henri Matisse ou de George Grosz, que tornam evidentes o valor da obra de arte em si mesma e a variedade da arte do século XX.

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Museu Victor Meirelles abre a exposição 'Floresta', de Flávia Fernandes

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O Museu Victor Meirelles abriu ao público na quarta-feira (28), a exposição Floresta, de Flávia Fernandes. Antes, com o tradicional Encontro com o Artista, evento em que Flávia conversou com o público sobre a exposição e sua trajetória.

A mostra é resultado de intervenções da artista em uma floresta queimada, a partir de pinturas em troncos, fotografias e grafismos que remetem ao veio ou seiva das arvores, misturando xilogravura com impressão direta. “A primeira ação foi pintar alguns troncos com cor e fotografar, para ter uma primeira aproximação. Fiz algumas impressões diretas de troncos cortados de vários lugares fora da floresta e xilogravuras, criando grafismos que me remetiam ao veio ou seiva das arvores”, contou Flávia.

Pintora, desenhista e gravadora, Flávia Fernandes é mestre em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com formação em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP/SP. É professora de gravura e desenho na Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC e na Universidade do Estado de Santa Catarina-Udesc, em Florianópolis.

A exposição faz parte do projeto Memória em Trânsito do Museu Victor Meirelles, que tem como objetivo propor uma reflexão sobre os artistas catarinenses dos quais o Museu possui obras em seu acervo.

Floresta, de Flávia Fernandes, fica no Museu Victor Meirelles até 12 de agosto. Os horários de visitação são de terça a sexta-feira das 10 às 18 horas e, aos sábados, de 10 às 14 horas. A entrada é gratuita.

 

Agenda

Deriva

O quê: A exposição é fruto da produção dos alunos do curso de Artes Visuais da Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A mostra é organizada coletivamente pelos artistas participantes e reúne fotografias, desenhos, pinturas, esculturas e instalações de mais de 50 jovens artistas.
Quando: a partir de 30 de junho
Onde: Centro de Referência da Juventude de Belo Horizonte - CRJ/BH (Rua Guaicurus, 112, Centro - Belo Horizonte/MG)
Informações: https://www.eba.ufmg.br/

 

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OSSO - exposição-apelo ao amplo direito de defesa de Rafael Braga

O quê: Realizada em parceria com o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), a exposição traz obras de 29 artistas convidados e debates, que abordam o tema da igualdade de direitos constitucionais básicos. Além das obras em exposição, são apresentados documentos ligados direta e indiretamente ao caso de Rafael Braga – único preso das manifestações de junho de 2013, detido por porte de frascos de água sanitária e desinfetante, em caso que gerou repercussão nacional e internacional.
Quando: Até 29/7.
Onde: Instituto Tomie Ohtake (Av.Brigadeiro Faria Lima, 201 - Pinheiros | São Paulo - SP)
Informações: http://bit.ly/2uossPQ

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Entre Nós – A figura humana no acervo do MASP

O quê: A exposição apresenta cerca de 100 obras de vários períodos da História da Arte pertencentes ao acervo do Museu de arte de São Paulo (MASP) e centradas na figura humana, incluindo quadros de nomes como Rafael, El Greco, Goya, Velázquez, Tintoretto, Renoir, Degas, Manet, Van Gogh, Gauguin, Modigliani e Picasso. Entre os artistas brasileiros representados, há obras de Candido Portinari, Djanira, Vicente do Rego Monteiro, Carlos Prado, Burle Marx e José Pancetti.
Quando: De 18/7 a 18/9. Terça a domingo, das 9h às 21h. Entrada gratuita.
Onde: CCBB Brasília (Setor de Clubes Sul, Trecho 2 | Brasília - DF)
Informações: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/distrito-federal

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O bunker

O quê: A instalação, criada pela dupla de irmãos artistas plásticos Otávio e Gustavo Pandolfo (OSGEMEOS) especialmente para o Museu Casa do Pontal, apresenta elementos escultóricos, arquitetônicos e de pintura. A obra tem uma parte externa de concreto e uma escultura no interior, que foi pintada com uma tinta especial para suportar o calor e o frio. Segundo os artistas, tem como propósitos, questionar, alertar, dialogar e divertir o público.
Quando: Até 31/12. Ingressos: R$ 10 (idosos e estudantes pagam meia entrada).
Onde: Museu Casa do Pontal (Estrada do Pontal, 3295 - Recreio dos Bandeirantes | Rio de Janeiro - RJ)
Informações: www.museucasadopontal.com.br

Cursos e oficinas

Animais em exposição: desafios e potencialidades educacionais

O quê: Realizado pelo Instituto Butantan em parceria com o Zoológico de São Paulo e Museu de Zoologia da USP, as relações históricas dos museus e zoológicos com seus públicos; desafios e potencialidades do uso de animais no ensino de ciências e em espaços de educação não-formal; metodologias educativas e propostas de atividades.
Quando: De 10 a 14/7, das 9h às 17h. Matrícula: R$120 (25 vagas).
Onde: Instituto Butantan (A. Vital Brasil, 1500 - Butantã | São Paulo - SP)
Informações: (11) 2627 9538 / 9548​ | cursos.cultural@butantan.gov.br

 

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Os mecanismos da Gestão Cultural, o Patrimônio e a Museologia

O quê: O curso tem a finalidade de compartilhar informações que possibilitem o entendimento sobre a prática da elaboração e gestão de projetos culturais e seus mecanismos, em quatro etapas com os temas Gestão Cultural e seus mecanismos de articulação, Patrimônio Cultural e estratégias de pesquisa, Gestão de acervos e coleções e Captação de recursos via editais e leis de incentivo fiscal.
Quando: Sábados de julho e agosto, das 9h às 18h (carga horária total: 64h). Investimento: R$ 300 por etapa (desconto para museólogos).
Onde: Sede do COREM 2ª. Região (Rua Álvaro Alvim, 48 – Centro | Rio de Janeiro – RJ)
Informações: (21) 98122 8101 | patricia@artecultura.com.vc