Boletim eletrônico Nº 661 - Ano XIII - 15 a 22 de setembro de 2017.

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11ª edição da Primavera dos Museus começa nesta segunda (18) em todo o Brasil

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Com 2,5 mil atividades culturais em 417 cidades de 25 estados e Distrito Federal, a 11ª Primavera dos Museus começa nesta segunda (18) e segue até o domingo (24).

Coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a temporada de eventos, que celebra o início da primavera, visa aumentar o público que frequenta museus, assim como fortalecer os laços entre os museus e a sociedade.

932 instituições culturais estão participando nesta edição - o maior número desde a criação da Primavera dos Museus em 2007. Na série histórica, entre 2007 e 2016, houve um crescimento de 15% no número de instituições participantes.

"O Ibram tem hoje mais de 3,7 mil museus mapeados. Cada um carrega consigo histórias, contextos, objetivos e memórias. A Primavera dos Museus em 2017 quer dar visibilidade a esses processos”, esclarece Marcelo Araujo, presidente do Ibram, sobre o tema escolhido para esta edição: "Museus e suas memórias".

Programação online
O Ibram disponibilizou o guia online da programação com todos os eventos cadastrados. O formato Busca Rápida permite ao usuário encontrar atividades por Estado, Cidade, Museu ou Palavra-chave. Também está disponível a programação em formato de publicação digital.

Com o intuito de reforçar a divulgação, o Ibram lançou um kit com conteúdos digitais para os participantes, assim como um texto de referência sobre o tema.

Dúvidas e outras questões sobre a 11ª Primavera dos Museus podem ser enviadas para o endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

 

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Portaria do Ibram institucionaliza o Programa Pontos de Memória

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O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) publicou no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11), a Portaria Nº 315 que institucionaliza o Programa Pontos de Memória. Grande expectativa do campo da museologia social brasileira, a normativa oficializa o Programa como política pública perene no âmbito de atuação do Ibram.

A Portaria detalha os princípios e objetivos do Programa Pontos de Memória e estabelece a formação de um Comitê Consultivo, que será responsável por promover debates e propor ações, estratégias e diretrizes, com vistas ao fortalecimento de políticas públicas no campo da museologia social.

Órgão de participação da sociedade, eleito a cada dois anos, o Comitê Consultivo do Programa Pontos de Memória será composto por representantes de Pontos de Memórias oriundos de cada uma das cinco regiões do país, dos Pontos de Memória pioneiros, Redes Temáticas e Territoriais de Pontos de Memória, além de representantes do Ibram.

Após reuniões temáticas realizadas durante o 7º Fórum Nacional de Museus, ocorrido em Porto Alegre (RS), com representantes de pontos de memória e redes de museologia social de várias partes do Brasil, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, e a diretora do Departamento de Processos Museais (DPMUS), Renata Bittencourt, assumiram compromisso pela institucionalização do programa.

Na ocasião, o Ibram comprometeu-se a apresentar sob regime de urgência, em prazo de até 40 dias, minuta de normativa sobre a institucionalização do Programa Pontos de Memória – principal ponto de pauta dos encontros realizados. O texto foi elaborado pela representação da Procuradoria Federal junto ao Instituto Brasileiro de Museus.

O Programa Pontos de Memória apoia, fomenta e capacita iniciativas de memória social e comunitária desenvolvidas Brasil afora. Já são mais de 300 experiências identificadas nas várias regiões brasileiras, em centros urbanos e no campo, territórios indígenas, quilombos, periferias e outros territórios – que, por sua diversidade e originalidade em termos de conteúdo e gestão, além de impacto social positivo, despertam interesse e reconhecimento dentro e fora do país. Saiba mais sobre o Programa Pontos de Memória.

 

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Museu Casa de Benjamin Constant cria fundo arquivístico para reconstituir sua trajetória

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Com a criação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em 2009, os museus federais até então sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foram incorporados à estrutura da mais nova autarquia do Ministério da Cultura (MinC) – entre eles está o Museu Casa de Benjamin Constant (MCBC/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ).

A proximidade histórica entre os museus federais e o Iphan deixou ‘rastros documentais’. Com o intuito de reunir documentos dispersos, realizou-se extensa pesquisa nos acervos do órgão, que autorizou a reprodução fotográfica do material encontrado.

Historiador do MCBC, Marcos Felipe de Brum conduziu a pesquisa e a supervisão da equipe de estagiários envolvidos no projeto. “Nosso cotidiano de pesquisa baseia-se num relacionamento apaixonado com documentos. Mas trabalhar na formação e organização de coleções requer paciência”, explica.

Fundo MCBC
Atualmente com cinco fundos arquivísticos, que contemplam documentação doada pela família de Benjamin Constant, o novo projeto é a formação do Fundo MCBC, que deverá congregar documentos sobre a história do museu que permanecem nos arquivos físicos do Iphan.

Para, Elaine Carrilho, diretora do museu, o fundo deve “contribuir para a preservação da memória institucional e permitir o tratamento arquivístico adequado da documentação em dossiês temáticos a serem disponibilizados aos pesquisadores”.

Residência de Benjamin Constant (1836-1891), figura de destaque na fundação da República brasileira, o imóvel localizado em extensa área verde no bairro de Santa Teresa foi adquirido pela União logo após o falecimento do estadista.

Aberto desde 1982, ou seja, há 35 anos, e atualmente passando por obras de modernização, o museu expõe objetos, obras de arte e mobiliário que recriam o modo de vida do final do Século XIX e início do Século XX no Rio.

Assista episódio da série Conhecendo Museus sobre o Museu Casa de Benjamin Constant. Acesse também a publicação digital da coleção Museus Ibram sobre o MCBC.

 

 

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Diretora dos museus Ibram em Goiás faz palestra na terça (19) em Brasília (DF)

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Na terça (19), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) realiza atividade integrada à programação da 11ª Primavera dos Museus – que acontece de 18 a 24 de setembro em todo o Brasil.

“Narrativas da memória: Goiás entre museus e muros simbólicos” é a palestra que Stélia Braga, diretora dos três museus Ibram no estado de Goiás, realiza, das 10h às 12h, no auditório do Instituto em Brasília (Setor Bancário Norte, Quadra 2 Bloco N – Edifício CNC III – Sobreloja). A entrada é franca e não é necessária inscrição prévia.

Localizado na cidade de Goiás, antigo Goiás Velho (140 km de Goiânia), o Museu das Bandeiras (foto) foi escolhido para compor a identidade visual da edição deste ano da Primavera dos Museus.

Na imagem criada, o prédio que abriga o museu desde 1949, alvo de obras de revitalização há poucos anos, se conecta a sua história por meio de uma foto tirada na década de 1930, quando o prédio era ainda cadeia pública.

Entremeios da memória
“A partir da compreensão dos processos de conformação dos museus de Goiás, em especial do Museu das Bandeiras, e das memórias das pessoas envolvidas neste contexto, vou propor uma reflexão acerca das novas apropriações sociais do patrimônio cultural”, explica Stelia Braga sobre o tema da palestra.

A proposta é “vasculhar os entremeios da memória institucional”, tendo em vista que “a memória coletiva de um museu está nas pessoas, nos seus vizinhos, nos prestadores de serviços e nos moradores da cidade”. Serão exibidos ainda depoimentos de antigos colaboradores dos museus Ibram em Goiás.

Além do Museu das Bandeiras, Stélia Braga dirige o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, na mesma cidade, e o o Museu Casa da Princesa - localizado em Pilar de Goiás.

Outras informações sobre a atividade podem ser obtidas pelo endereço eletrônico primavera@museus.gov.br.

 

 

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Brasiliana Fotográfica disponibiliza fotos do acervo do Museu da República

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O Museu da República (Ibram/MinC) passou a integrar o Portal Brasiliana Fotográfica, iniciativa criada e mantida pela Fundação Biblioteca Nacional e pelo Instituto Moreira Salles, cujo objetivo é ser um repositório voltado à preservação digital.

A partir dessa sexta-feira (15), o visitante poderá ter acesso online a uma parcela das fotos da Coleção Família Passos, em sua maioria, produzidas por Augusto Malta e que mostram detalhes da reforma urbana do Rio de Janeiro, entre 1902 e 1906, comandada pelo prefeito Pereira Passos.

Será apresentado um recorte temático de 118 fotografias pertencentes à Coleção Família Pereira Passos, uma das mais importantes sob guarda do Arquivo Histórico e Institucional do Museu da República.

Formada por cerca de 5.592 documentos textuais e 1.147 fotografias, produzidos entre 1806 e 1960, pelo titular e seus familiares, a coleção faz parte do acervo do Museu da República desde 1965, quando a primeira e maior leva de documentos foi doada pela família de Pereira Passos. Em 1966, foi acrescida através de novas doações de sua neta, Maria Passos, e pela transferência de fotos até então pertencentes ao Museu Histórico Nacional, já em 1980.

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Divulgada lista de projetos habilitados no 8º Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus

O Programa Ibermuseus divulgou, na última segunda-feira (11), a lista de projetos habilitados no 8º Prêmio Ibero-americano de Educação e Museus.

As instituições responsáveis pelos projetos não habilitados poderão apresentar recurso no prazo de 10 (dez) dias úteis a contar do dia seguinte à publicação da Ata, de acordo com as revisões feitas pelos revisores da Comissão Nacional de Avaliação de seus respectivos países. Para isso, a instituição deverá entrar em contato com a Unidade Técnica do Programa Ibermuseus por meio do e-mail convocatorias@ibermuseus.org para solicitar o formulário de pedido de recurso e o manual de solicitação.

Passado o período de recursos, os projetos que superem 60% da pontuação máxima estabelecida para cada categoria serão submetidos à etapa de Classificação Final. O resultado final será divulgado até 31 de dezembro deste ano, quando serão premiados três projetos na Categoria I e cinco projetos na Categoria II, com o total de US$ 75 mil.

 

Agendas

Entre a Figuração e a Abstração

O quê: Módulo 2 da da exposição Persistência da Memória, a mostra traz obras brasileiras do acervo do Museu de Valores do Banco Central do Brasil, que  retratam a tensão entre os movimentos artísticos Abstracionismo e Figurativismo durante o século XX. Compõem a exposição obras de artistas como Portinari, Volpi, Aldo Bonadei, Milton Dacosta e Vicente Rego Monteiro.
Quando: A partir de 19 de setembro
Onde: Museu de Valores do Banco Central - Edifício Sede do Banco Central do Brasil (Setor Bancário Sul, Quadra 3, Bloco B - Brasília/DF)
Informações: (61) 3414-2093/2099

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Toulouse-Lautrec em Vermelho

O quê: Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) foi um dos artistas europeus mais importantes da virada do século 19 para o século 20, momento decisivo para a arte moderna e palco para as transformações políticas, econômicas e sociais que até hoje marcam a vida nas cidades. O MASP apresenta a mais ampla exposição dedicada ao artista no Brasil, abarcando toda a sua produção, desde os primeiros anos, na década de 1880, até o fim de sua vida, e reunindo 75 obras e 50 documentos. Toulouse-Lautrec em vermelho faz alusão ao salão de entrada de uma luxuosa maison close parisiense, que o artista frequentou nos anos 1890 e onde criou uma relação de amizade com as mulheres que ali trabalhavam. Extrapolando os interiores do salão vermelho, a exposição traz uma profusão de personagens — burgueses, boêmios, trabalhadores, dançarinas e artistas que conviviam em Paris e que fizeram parte do círculo afetivo e artístico de Toulouse-Lautrec.
Quando: até 1º de outubro
Onde: MASP (Avenida Paulista, 1578 - São Paulo/SP)
Informações: http://masp.art.br

 

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Nos passos da evolução humana

O quê: A mostra trata das origens e do desenvolvimento de diversas espécies de australopitecíneos e de hominídeos que resultaram, a partir de milhares de anos de evolução, no aparecimento do Homo sapiens sapiens . A exposição tem como objetivo mostrar, por meio das réplicas e dos fac-símiles, as principais alterações físicas que foram surgindo na anatomia ancestral, principalmente, o bipedismo e o aumento do cérebro.
Quando: De 15 de setembro (abertura às 15h) a 31 de janeiro de 2018, das 8h às 20h, exceto segundas.
Onde: MAE-UFPR - Sede Histórica (Rua XV de Novembro, 575, Centro Histórico - PARANAGUÁ/PR)
Informaçõeswww.facebook.com/MAEUFPR

Cursos e oficinas

Patrimônio Cultural e estratégias de pesquisa

O quê: O curso, ministrado por Clara Paulino, é um modulo de um curso maior, que começou em junho, mas que pode ser feito em separado. Pretende-se, demonstrar as possibilidades de produção de conteúdo, por exemplo, através da pesquisa e o gerenciamento de coleções, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e aos seus respectivos saberes, principalmente uma boa gestão da própria instituição e de seu acervo levando em conta ações do empreendedorismo cultural.
Quando: 16 e 23 de setembro, de 9hs às 17hs – R$ 300,00
Onde: Sede do COREM 2ª. Região (Rua Álvaro Alvim, 48/ salas 403 e 404 – Centro – Rio de Janeiro/ RJ)
Informações: http://www.artecultura.com.vc/cursos/os-mecanismos-da-gestao-cultural-o-patrimonio-e-a-museologia/