Boletim eletrônico Nº 732 - Ano XVI - 26 de abril a 3 de maio de 2019

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Prazo para o envio do FVA 2018 foi prorrogado até o dia 20 de maio

Prorrogacao FVA 2018

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) prorrogou até o dia 20 de maio o prazo de aplicação do Formulário de Visitação Anual – FVA 2018.

Conforme determinado na Lei nº 11.904/2009 e no Decreto nº 8.124/2013, o FVA é um instrumento importante para a coleta de informações sobre a visitação nos museus brasileiros seja feita de maneira padronizada e organizada.

Para acessar o FVA 2018, basta entrar no Mapa dos Museus disponível na Plataforma Museusbr, localizar a sua instituição através da ferramenta de busca, e clicar no ‘Nome do Museu’ que aparecerá na caixa de texto à esquerda da página. Depois disso, é só atualizar a página do museu, entrando na aba do FVA e preencher os campos do formulário, clicando em ‘Próximo’ até o final do preenchimento e depois em ‘Enviar’.

As informações são essenciais para o monitoramento de diretrizes, estratégias, ações e metas estabelecidas em políticas públicas e para o desenvolvimento do setor. Acesse o passo a passo completo para preencher o Formulário de Visitação Anual.

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Ibram lança edital para reforma elétrica do Museu Regional de São João del-Rei

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O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) publicou edital de licitação para a reforma elétrica do Museu Regional de São João del-Rei, em Minas Gerais.

A chamada pública, com custo estimado em mais de R$ 937 mil, foi divulgada no Diário Oficial da União em 18 de abril e objetiva contratar empresa para obras de reparo e reformulação de toda a rede elétrica da instituição.

O pregão eletrônico acontece dia 2 de maio, a partir das 10h, no Portal de Compras do Governo Federal. A empresa que ganhar a licitação ficará responsável pela execução do projeto luminotécnico, instalações elétricas e de cabeamento estruturado, instalações de segurança-alarme e sistemas de SPDA e sonorização, entre outros encargos.

O edital completo, anexos e as demais informações sobre o processo de licitação podem ser encontrados no site do Ibram, na sessão Acesso à Informação, em Licitações e Contratos.

O Museu

Aberto à visitação pública a partir de 1963, o Museu Regional de São João del-Rei está localizado na antiga residência do comendador João Antônio da Silva Mourão (1806-1866), importante comerciante da cidade no período final da produção de ouro. Após a conclusão das obras, em 1859, o comendador instalou sua família na mansão, no segundo e terceiro pavimentos, e a loja de secos e molhados ficou no primeiro andar.

O Museu Regional de São João del-Rei apresenta uma exposição de aspectos do cotidiano no comportamento e nos costumes dos séculos XVII ao XX, retratados em móveis, utensílios, meios de transporte, imagens religiosas e pinturas. O objetivo do acervo montado é contar um pouco da intimidade e do modo de vida dos mineiros no período colonial.

Atualmente parte da sua estrutura está fechada para visitação, mas o museu mantém atividades voltadas ao público nas áreas não afetadas pelas obras.

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Museu Lasar Segall recebe 'Ocupação Gregori Warchavchik' a partir deste sábado

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O Museu Lasar Segall, integrante da rede Ibram em São Paulo (SP), recebe a partir deste sábado (27) exposição do Itaú Cultural sobre o arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik (1896-1972), pioneiro da arquitetura moderna brasileira.

Ambos imigrantes judeus, Warchavchik era concunhado do lituano Lasar Segall – o artista era casado com Jenny Klabin Segall e o arquiteto casou-se com a paisagista e cantora lírica Mina Klabin, irmã dela – e projetou em 1932 a casa e ateliê de Segall (1889-1957) no bairro da Vila Mariana, em São Paulo (SP). O imóvel abriga o Museu Lasar Segall desde sua criação, em 1967.

Atuante em São Paulo no período em que a cidade já começava a respirar os ares de renovação do modernismo, no contexto da Semana de Arte Moderna de 1922, Gregori Warchavchik foi próximo de intelectuais e artistas modernistas como Mario e Oswald de Andrade, Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Di Cavalcanti, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, além do próprio Lasar Segall.

Entre 1927 e 1928, o arquiteto projetou e construiu para viver aquela que foi considerada a primeira casa moderna do Brasil (foto), na rua Santa Cruz, também na Vila Mariana – que hoje integra o Museu da Cidade de São Paulo. Situada perto dali, na rua Berta, a antiga residência modernista projetada pouco depois para Segall e sua família vai agora abrigar parte da Ocupação Gregori Warchavchik numa parceria entre o Itaú Cultural e o Museu Lasar Segall.

Revolucionário de moradias

Com curadoria dos núcleos de Artes Visuais e de Enciclopédia do Itaú Cultural, cocuradoria de Silvia Prado Segall e projeto expográfico de Juliana Prado Godoy, a exposição vai apresentar na sede do instituto a trajetória profissional e a obra do arquiteto reconhecido pela imprensa da época como “revolucionário de moradias”, apresentando projetos, fotos, conteúdos audiovisuais atuais e da época, artigos, recortes de jornais e material de pesquisa.

No local o público poderá rever, em fotografias, projetos e desenhos, casas construídas por Warchavchik – hoje desfiguradas ou já inexistentes – e prédios ainda em pé, uns conservados, outros não, que passam despercebidos por quem desconhece a obra do arquiteto. Depoimentos gravados em audiovisual de outros profissionais da arquitetura, como Aracy Amaral, contextualizam o período e a produção de Warchavchik.

Já no Museu Lasar Segall, em outro percurso da mostra, serão expostas referências mais intimistas sobre o arquiteto, traçando a conexão das famílias Klabin, Segall e Warchavchik, sua paixão pela fotografia e uma representação de ambiente modernista semelhante àqueles em que eles conviviam.

Como visitar

A Ocupação Gregori Warchavchik, para a qual estão programadas diversas atividades paralelas, fica em cartaz até 23 de junho. No Itaú Cultural (Av. Paulista, 149 - Estação Brigadeiro do Metrô), pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 9h às 20h; e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 20h. No Museu Lasar Segall (Rua Berta, 111 – Vila Mariana), pode ser visitada de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h. Em ambos com indicação livre e entrada gratuita. Saiba mais.

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Museu da República recebe programação especial no Dia da Educação

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No próximo domingo (28) é celebrado o Dia Mundial da Educação. Por ocasião da data, o Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), recebe um dia de programação especial gratuita voltada a públicos de todas as idades, que incluirá contação de histórias, mesa-redonda, visita mediada, palestras e apresentação de slam.

A ação Dia Mundial da Educação – #Nem1PraTras é uma iniciativa do Canal Futura, que propôs a diversas organizações públicas, privadas e do terceiro setor a realização de atividades em seus territórios, sendo um Museu da República será um dos espaços participantes.

A programação terá início às 10h, quando será aberta a exposição “Primavera brasileira: o povo na Constituição”, produzida por alunos do Colégio Pedro II a partir da leitura da Constituição Federal do Brasil.

Das 10h às 11h, o Grupo Sopros de Ayó, coletivo de profissionais da tradição oral do Brasil, África e América Latina, oferece contação de histórias negro-africanas com as quais os contadores têm circulado o Brasil em ações culturais e educativas.

Das 10h às 11h30, acontece no museu a mesa redonda “Maleta juventudes – Evasão escolar”, com o palestrante Paulo Carrano e os debatedores Jaqueline Santos, Ana Vitória e Patrick Figueiredo, mediada por Karoline Santos.

Na sequência, das 11h30 às 13h, acontece a mesa “Museus e escola”, com Cláudia Rose Ribeiro da Silva, Hilda da Silva Gomes, Luiz Pizarro e Deca Farroco, mediada por Ana Paula Vianna Zaquieu. A mesa terá como convidadas as professoras Fabíola Camargo e Isa Martins, do Projeto Amaro Cavalcanti, e alunos do Colégio Pedro II, do programa de Iniciação Científica Junior – CPII MR.

À tarde, a partir das 13h, haverá visita guiada à exposição “Escola e Museus: construindo sentidos”, de Amaro Cavalcanti. A programação segue com o debate “Papel das bibliotecas na educação”, das 13h às 14h30, com participação de Erica Cardoso, Carlos Honorato e Andrea Rangel.

Encerrando a programação pelo Dia da Educação no Museu da República, haverá apresentação de slam (“batalha” de poesia falada que firmou-se como espaço de literatura nas periferias, inclusive no Brasil), das 14h30 às 15h, com a participação dos “Jovens do Slam” Mylena Azevedo, Ana Acioli, Ivy Park, Moara Abayomi e Ramon. Saiba mais.

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Exposição no MHN aborda história dos rios cariocas

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Ao escrever o samba “Eu e o Rio” nos anos 1960, o compositor carioca Luís Antônio (1921-1996) alertava em seus versos sobre a necessidade da preservação dos rios para a própria sobrevivência humana. E por que eles estão morrendo?

Este é um dos motes para a exposição “Rios do Rio – as águas doces cariocas, ontem e hoje”, que o Museu Histórico Nacional (MHN) inaugurou na última quarta-feira (24) e traz à tona a relação dos cariocas com os 267 rios que cortam a cidade do Rio de Janeiro por meio da arte contemporânea e bens culturais históricos, num diálogo inédito.

Para compor o núcleo histórico da exposição, instituições como Arquivo Geral da Cidade, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Casa de Rui Barbosa, Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya, Museu Histórico da Cidade do RJ, Museu da Marinha e Museu Histórico Nacional emprestaram obras que têm o tema das águas doces e dos rios como destaque.

Bicas d’água dos antigos chafarizes da Carioca e das Marrecas; a pintura do Largo do Depósito, realizada por Almiro Reis em 1901; além de obras originais de Jean-Baptiste Debret e Johann Rugendas estão entre as obras do núcleo histórico.

Do núcleo de arte contemporânea participam 18 artistas e um coletivo, cujos trabalhos apontam para a conscientização sobre a preservação dos rios, utilizando diferentes suportes – instalação, videoescultura, fotografia, filme, pintura e bordado.

“Rios do Rio” é fruto de mais de um ano de trabalho de Flavia Portela, coordenadora do projeto; e Luciana Frazão, pesquisadora. A curadoria é de Fernanda Pequeno.
“Buscamos ampliar as dimensões das águas doces cariocas para além de uma apreensão idílica, acionando também suas melancolias úmidas, sonhadoras, lentas e calmas”, diz a curadora. Propõe também a reflexão sobre “os poderes curativos das águas doces, como também sobre os processos irreversíveis de soterramento que elas têm sofrido ao longo de evolução urbana”.

A exposição vai muito além, enfatiza Fernanda Pequeno. "Do desafio inicial de procura por fontes com potabilidade e volume suficientes, visando canalizações para consumo, passamos hoje à necessidade premente de preservação das nascentes e dos olhos d’água, a fim de evitar crises de abastecimento, sem deixar secar a esperança que move toda a questão”.

“Rios do Rio” é uma realização Estúdio F/Editora Lacre com correalização do Museu Histórico Nacional/Ibram e tem patrocínio do Banco Guanabara por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A exposição fica em cartaz no MHN (Praça Marechal Âncora – Centro, no Rio de Janeiro) até 16 de junho.

Foto: “Chafariz da Glória” (A.Correa Costa, 1920). Acervo MHN.

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Museu da Abolição debate racismo institucional com sua equipe

Equipe MAB

Como parte do projeto Ciclo de Palestras de Gestão Educativa 2019, o Museu da Abolição (MAB), em Recife (PE), promoveu na manhã desta sexta-feira (26) mais um momento de formação para os servidores, estagiários e profissionais terceirizados que integram a equipe da instituição.

Realizado desde 2012, o Ciclo de Palestras de Gestão Educativa tem por objetivo oferecer discussões e trocas sobre temas sociais, profissionais e abordagens especificas relacionadas à temática do museu.

Nesta edição, a iniciativa trouxe como convidada a pedagoga Dayse Rodrigues, idealizadora e coordenadora do Projeto Ubuntu, que tem por objetivo o combate ao racismo e a promoção do empoderamento e representatividade entre a população negra no Brasil, temas caros ao MAB.

A convidada falou à equipe sobre racismo institucional, especialmente aquele dirigido a mulheres. O Museu da Abolição estima que 50% de seu público é composto por mulheres negras – como é o caso da própria diretora atual da instituição, Daiane Carvalho.

 

Agendas

Tarsila popular

O quê: A mais ampla exposição já dedicada à artista paulista, figura central do modernismo brasileiro, traz 92 obras que expressam a noção de “popular” em sua obra. O óleo sobre tela Autorretrato ou Le Manteau Rouge (1923), pertencente ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes, integra a exposição.
Quando: De 5/4 a 28/7. Terças, das 10h às 20h. Quarta a domingo, das 10h às 18h.
Onde: Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Av. Paulista, 1578 | São Paulo – SP)
Informações: masp.org.br

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O sagrado na arte brasileira: modernistas e contemporâneos

O quê: Lançamento de catálogo sobre o tema com curadoria de Fábio Magalhães e Maria Inês Lopes Coutinho
Quando: Dia 27/4, às 11h.
Onde: Museu de Arte Sacra de São Paulo (Av. Tiradentes, 676 - Luz | São Paulo - SP)
Informações: http://museuartesacra.org.br/

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Pixinguinha: naquele tempo, hoje e sempre

O quê: Com curadoria de Luiz Fernando Vianna, coordenador da Rádio Batuta, a mostra relembra a trajetória de um dos mais importantes nomes da história da música brasileira, apresentando itens do arquivo de Pixinguinha no IMS, como objetos pessoais, partituras, fotografias, gravações, vídeos, entre outros.
Quando: De 23/4 a 3/11. Terça a domingo e feriados (exceto segundas), das 11h às 20h. Entrada gratuita.
Onde: IMS Rio (Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea | Rio de Janeiro – RJ)
Informações: www.expopixinguinha.ims.com.br

 

Cursos e oficinas

3º Simpósio Científico 2019 - ICOMOS Brasil

O quê: O Simpósio Científico do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) Brasil em 2019 apresentará um panorama das discussões sobre o patrimônio em nosso país e comemorará os 25 anos do Documento de Nara, discutindo as questões – profundamente interligadas e contemporâneas – da autenticidade e do risco.
Quando: De 8 a 10/5. Inscrições até 8/5. Envio de resumos até 12/4.
Onde: Centro de Atividades Didáticas 2 - Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG (Av. Pres. Antônio Carlos, 6627 – Pampulha | Belo Horizonte - MG)
Informações: https://bit.ly/2WLprae

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5º Fórum Catarinense de Museus

O quê: Evento tem por objetivo refletir, debater e aprovar o Estatuto de Museus Catarinense, bem como ampliar o diálogo entre os museus, seus profissionais e demais membros da sociedade civil interessados na área. Serão selecionados até dez trabalhos para apresentação oral, independente da temática do projeto desenvolvido nos últimos cinco anos.
Quando: De 15 a 17/7.
Onde: Laguna - SC
Informações: https://bit.ly/2I5WQKt | 5forumcatarinensedemuseus@fcc.sc.gov.br

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Salvaguarda do Patrimônio Imaterial: Origens, Dilemas e Perspectivas

O quê: O curso, que integra a programação da 17ª Semana Nacional de Museus, pretende discutir questões relacionadas ao patrimônio imaterial brasileiro, desde as concepções formuladas por Mário de Andrade, na década de 1930, até o momento atual. Coordenação de Marly Rodrigues, Walter Pires e Andréa de Oliveira Tourinho.
Quando: Terças feiras: 7, 14, 21 e 28 de maio, e 4, 18 e 25 de junho de 2019, das 19h às 21h; sábado: 15 de junho, das 10h às 12h.
Onde: Casa Mário de Andrade (Rua Lopes Chaves, 546 – Barra Funda | São Paulo - SP)
Informações: (11) 3666-5803 | http://bit.do/eQDKK

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Conservação e Restauração de Metais

O quê: No curso, o participante aprenderá diferentes técnicas de conservação preventiva, curativa e restaurativa do patrimônio metálico, através de estudos de casos e aulas práticas. Ao término do curso, o aluno poderá diagnosticar e aplicar soluções para a preservação de objetos metálicos.
Quando: Turma 1: 27/5 a 31/5; Turma 2: 3/6 a 7/6.
Onde: Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (Avenida Professor Almeida Prado, 1466 | São Paulo - SP)
Informações: (11) 3091-4905 | www.mae.usp.br | www.cijy.com.br