Boletim eletrônico Nº 748 - Ano XVI - 16 a 23 de agosto de 2019

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Última semana para as inscrições para 13ª Primavera dos Museus

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Instituições interessadas em participar da Primavera dos Museus têm até o dia 25 de agosto para fazer sua inscrição. As inscrições para 13ª temporada de eventos devem ser feitas por meio do formulário eletrônico disponível em http://eventos.museus.gov.br/.

Com o tema “Museus por dentro, por dentro dos museus”, a 13ª Primavera acontecerá de 23 e 29 de setembro e propõe o fortalecimento da relação com o público a partir da ótica da preservação enquanto ato compartilhado entre o cidadão e o seu bem cultural.

O tema permite explorar os aspectos do cotidiano museológico aplicados aos diversos métodos aos quais as coleções/museus são submetidas no constante processo de formação, organização, conservação e exposição para interação e fruição pelas pessoas ou grupos sociais.

Para esclarecer dúvidas relacionadas à Primavera, sobre como aproveitar melhor o tema para atrair o público, dicas de ações a serem desenvolvidas ou sugestões de como realizar parcerias, entre em contato pelos telefones (61) 3521-4135 e 3521-4142 ou mande um e-mail para primavera@museus.gov.br

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Comissão de Cultura debate situação dos museus do País

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A Comissão de Cultura promoveu, na manhã da quinta-feira (15), audiência pública para discutir a situação dos museus e do patrimônio cultural brasileiro. A proposta da audiência foi o deputado Marcelo Calero (Cidadania-RJ), cuja intenção foi promover um debate sobre a situação atual dos museus brasileiros, sobre os modelos de gestão, os desafios para o futuro dos museus e a importância do setor dentro do contexto nacional

Participaram do debate, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Paulo Amaral; a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico Nacional, Kátia Santos Bogéa; o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner; o presidente do Museu do Amanhã, Ricardo Piquet; a presidente do Conselho Internacional de Museus - seção Brasil, Renata Vieira Da Motta; a presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, Ângela Gutierrez; e, a presidente do Conselho Federal de Museologia, Rita de Cássia de Mattos.

Assista a audiência na íntegra

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Museu da República recebe obras de Melvin Edwards

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No sábado (17), o Museu da República/Ibram irá receber as obras do escultor Melvin Edwards. Nascido nos Estados Unidos em 1937, ele se tornou célebre por suas esculturas abstratas de metal em aço.

Em suas obras, ainda que abstratas, as ferramentas agrícolas como memória de sua infância no sul dos Estados Unidos estão presentes, além de correntes que podem remeter, segundo o artista, aos elos de conexão entre as pessoas.

Nesse sentido, a exposição tem como objetivo explorar diferentes vertentes do trabalho do escultor, criando um leque de raciocínios desenvolvido pelo artista ao longo dos anos de pesquisa.

Reconhecido como pioneiro na arte contemporânea afro-americana, Melvin Edwards funde engajamento político com abstração, produzindo objetos densos, fortes e carregados de significados. Sua obra procura conciliar o interesse na abstração com a satisfação por contar a história da cultura negra, buscando o diálogo com as lutas históricas e contemporâneas.

A exposição inclui obras de aço, como “Boa sorte, primeiro dia” (foto), típicas do estilo do artista, mas também aquarelas que dialogam com o peso do metal. A mostra está aberta aos visitantes até 27 de outubro.

Museu da República  funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 17h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

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Museu da Abolição reúne obras sobre o continente africano

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O Museu da Abolição/Ibram recebeu, nesta segunda-feira (12), a exposição “Culturas Africanas – arte, mitos e tradições”. Em parceria com o Departamento de Artes, do Centro de Artes e Comunicação (CAC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a mostra ficará no museu até o dia 9 de novembro.

Em forma de releitura de máscaras, escudos, objetos rituais de uso lúdico e utilitário da África, a exposição apresenta, também, algumas peças originais de vestuário da nobreza tradicional africana. “Pensando em muitas pessoas que não podem visitar museus do mundo afora, que são especializados em arte africana, nós fizemos essa pesquisa que resultou nesta exposição didática no Museu da Abolição”, ressaltou Paulo Lemos de Carvalho, curador da mostra.

A mostra é  resultado dos trabalhos realizados por 16 pesquisadores do CAC sobre modelagem em argila. “Percebemos que muitas vezes os estereótipos que se fazem, com relação a África e os africanos, são devidos a uma falta de conhecimento e de abertura com relação à riqueza e ao potencial da estética africana”, declarou o curador.

“Essa exposição, fruto do trabalho coletivo de pesquisa sobre a cultura material dos diversos grupos étnicos africanos, contribui para uma conscientização da potencialidade estética, histórica, artística e cultural presente no continente africano” afirma Daiane Carvalho, diretora do Museu da Abolição.

O projeto tem a direção da professora Suely Cisneiros Muniz, da UFPE, e orientação e curadoria do professor Paulo Lemos de Carvalho, pesquisador em antropologia da arte tradicional africana, além dos 16 pesquisadores do CAC.

O Museu da Abolição funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h. Aos sábados, das 13h às 17h. Fechado aos domingos e na primeira segunda-feira de cada mês

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Exposição no Museu do Açude reúne instalações e obras de Marcos Scorzelli

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O Museu do Açude/Ibram apresenta, a partir de 18 de agosto, a exposição Scorzelli Megabichos, do designer e artista plástico Marcos Scorzelli. A mostra exibe cerca de 20 instalações inéditas, em chapas de aço, que ficarão expostas ao ar livre, nos jardins do Museu. São girafas com 3,5m de altura, elefantes e polvos gigantes, além de outros bichos em exibição no espaço. A mostra também tem o objetivo de estimular o lúdico nas crianças, que poderão fazer sua própria obra de arte, reproduzindo um megabicho em papelão.

Marcos Scorzelli é carioca, formado em design pela PUC Rio e começou a carreira inovando em projetos de arquitetura como designer de interiores corporativo e de cenografia. Com seu pai, criou a Scorzelli Arquitetura e Design em 1993 e ao longo de 23 anos, receberam vários prêmios por projetos corporativos desenvolvidos para grandes empresas. Fotógrafo amador é apaixonado pelo Rio. Desenvolveu sua linguagem vivenciando a natureza e explorando todos os cantos de sua cidade. Das mãos de seu pai, o artista plástico e arquiteto Roberto Scorzelli (1938/2012), surgiram os primeiros bichos feitos por ocasião do nascimento da filha Isabella. Quando crianças, os dois filhos do artista brincavam com os bichinhos em papel que ficavam espalhados pela casa do Joá. Somente em 1998, Marcos redescobriu as esculturas dos bichos em papel dentro de um envelope na gaveta de seu pai. Ao longo dos anos, passavam o tempo conversando, imaginando e desenvolvendo outros tantos bichos.

Marcos finalmente os tirou do papel para o aço, utilizando sua experiência com geometria e computação gráfica. A ideia era transformá-los em esculturas. O fundamental era não perder o conceito, não haver perda de material, sem solda ou recortes. A partir de formas geométricas simples com alguns cortes, vincos e movimentos precisos chega-se a uma forma tridimensional, curiosa e vibrante.

A mostra Scorzelli Megabichos fica em cartaz no Museu do Açude de 18 de agosto de 2018 a 23 de março de 2020 e todas as instalações e os múltiplos das obras de arte estarão à venda. Mais informações.

Sobre o Museu do Açude

Localizado no Alto da Boa Vista, o Museu do Açude é uma antiga propriedade de 1913, com ampla área verde, relíquias e estrutura da época que são seus pontos altos. A antiga casa do mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya, um parisiense amante das artes que viveu no Rio até os 74 anos, abriga um dos museus mais bonitos da cidade, com amplos jardins, trilhas, esculturas, fontes e piscinas. Seu Circuito de Arte Contemporânea, ao ar livre, tem obras de Anna Maria Maiolino, Eduardo Coimbra, Helio Oiticica, Iole de Freitas, Lygia Pape, Nuno Ramos, Piotr Uklanski, Angelo Venosa, José Resende e Waltercio Caldas.

O Museu do Açude fica na Estrada do Açude, 764 - Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro (RJ), e está aberto ao público diariamente, exceto às terças-feiras, das 11h às 17h.

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Realizado o 3° Encontro da Rede de Educadores em Museus e Instituições Culturais do DF

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Na terça-feira (13), aconteceu, no Espaço Cultural Renato Russo, em Brasília (DF), o 3° Encontro da Rede de Educadores em Museus e Instituições Culturais do Distrito Federal (Remic-DF).

Fundada em 2008, a Remic-DF é uma rede social de educadores e demais profissionais que trabalham em projetos de educação museal e/ou patrimonial em museus e instituições culturais de Brasília e do entorno com o objetivo de trocar experiências, bem como fortalecer identidades a partir de necessidades e de reivindicações comuns.

Em 2013, as atividades da rede foram interrompidas, no entanto, desde maio de 2019, diversos agentes da área cultural têm se articulado para reativar a atuação da Remic-DF.

Histórico da Remic-DF

No dia 10 de junho, aconteceu a primeira reunião da rede, no Museu Nacional da República, em Brasília. No dia 05 de julho, no auditório da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília (UnB), foi estabelecida a definição do nome da rede e, na ocasião, foram definidos setores estratégicos para ampliar a articulação do campo, tais como: a Secretaria de Cultura do DF, a Secretaria de Turismo do DF, grupos de educadores autônomos, Programa Educativo Gente Arteira e educadores voltados à acessibilidade em museus e  instituições culturais.

No 3° Encontro da Remic-DF, foram estabelecidas as pautas para a próxima reunião, que será no dia 26 de junho. Na oportunidade, serão abordados os assuntos da formalização do trabalho de educadores em museus e instituições culturais, a constituição de um comitê gestor e a apresentação do histórico da Remic-DF pelos ex-integrantes.

O encontro teve a participação da servidora do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Mariele Costa Gonçalves, na função de interlocutora do Instituto em apoio à iniciativa; Arlene von Sohsten , coordenadora do Programa Educativo do Espaço Cultural Renato Russo; Fernanda Castro de Lima , educadora e mediadora em instituições culturais de Brasília; Luciana de Maya, professora do Museu da Educação do Distrito Federal; Martita Icó,  professora do Museu da Educação do Distrito Federal; Marcela Gomes Miguel , educadora autônoma e Vinícius Augusto Brito do Nascimento,  educador e produtor cultural.

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Instituições estaduais e municipais têm até o dia 28 para apresentar propostas para o FDD

FDD

O Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) abriu processo seletivo para apoiar projetos de instituições estaduais e municipais, que visem à reparação de danos ao patrimônio cultural, consumidor, meio ambiente e outros.

Serão aceitos projetos que solicitem apoio financeiro no porte mínimo de R$ 500.000,00. Os interessados deverão apresentar seus Planos de Trabalho através da Plataforma + Brasil (antigo Sistema de Convênios – Siconv), no endereço eletrônico “http://www.plataformamaisbrasil.gov.br”. As propostas devem ser enviadas até o dia 28 de agosto.

Em abril deste ano, o FDD publicou processo seletivo para o repasse de recursos para órgãos federais e em reunião realizada em maio, o Conselho Gestor do FDD aprovou os projetos de cinco museus do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). O Museu Casa Histórica de Alcântara (MA), o Museu da Abolição (PE), o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu Histórico Nacional e o Museu Villa-Lobos (estes três no RJ), receberão ainda na execução orçamentária de 2019, cerca de R$ 17 milhões, somando um investimento de R$ 55.525.763,64 até o final de 2021.

Sobre o FDD

O Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) é vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Criado em 1988 para gerir os recursos procedentes das multas e condenações judiciais e danos ao consumidor, entre outros, deve ser utilizado para financiar projetos para a reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico, paisagístico, por infração à ordem econômica e a outros interesses difusos e coletivos. Confira o edital.

Agenda

 

Histórias das mulheres: artistas antes de 1900

O quê: Com curadoria de Julia Bryan-Wilson, curadora-adjunta de arte moderna e contemporânea do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Lilia Schwarcz, curadora-adjunta de histórias e narrativas, e Mariana Leme, curadora assistente do Masp, “Histórias das mulheres: artistas antes de 1900” busca reposicionar a obra de artistas que trabalharam até o final do século 19, ao discutir a diferença de valor entre o universo masculino e o feminino e também entre arte e artesanato.
Quando: 22 de agosto a 17 de novembro, das 10h às 18h.
Onde: Masp (Av. Paulista, 1578 - Bela Vista | São Paulo – SP)
Informações: https://masp.org.br/ | (11) 3149-5959

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Tecnossauros

O quê: O Museu da Estrada de Ferro de Sorocaba (MEFS) promove a exposição “Tecnossauros”. A mostra pretende proporcionar ao público visitante uma viagem ao passado, por meio da exposição de objetos tecnológicos antigos, com computador, aparelho de fax, telefone, câmeras fotográficas, televisão, máquina de escrever, máquina de calcular, rádio, vitrola, entre outros. A entrada será gratuita.
Quando: de 14 a 31 de agosto de terça a sexta-feira, das 9h às 16h30. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 16h.
Onde: MEFS (Av. Dr. Afonso Vergueiro, 553 | Centro, Sorocaba - SP)
Informações: mefs@sorocaba.sp.gov.br | (15) 3231-1026

Cursos e Oficinas

 

Uma história da arte no Brasil

O quê: O Museu Lasar Segall promove o curso “Uma história da arte no Brasil”. O evento, que tem o objetivo de compreender a arte produzida no Brasil, abordará as transformações vividas pelo ambiente artístico brasileiro a partir da década de 1950. Serão contempladas as diversas versões de Brasil que emergem da obra dos artistas europeus transplantados para os trópicos ao longo das três primeiras centúrias, as dos viajantes que registraram o país no século XIX, assim como a criação em forma visual dos mitos nacionais pelos artistas formados pela Academia Imperial de Belas Artes.
Quando: 17 de agosto a 14 de dezembro. Sábados, das 11h às 13h
Onde: Museu Lasar Segall (Rua Berta, 111 - Vila Mariana, São Paulo|SP)
Informações: http://bit.ly/2Zkl33N

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Iniciação à gravura em metal

O quê: O Museu Lasar Segall promove o curso “Iniciação à gravura em metal” com o propósito de introduzir princípios construtivos dos processos de gravação e impressão em escavo (gravura em metal) e proporcionar aos participantes a possibilidade de desenvolver projetos pessoais. O curso propõe o estudo da técnica por meio da demonstração e experimentação dos procedimentos. A atividade tem a coordenação de Paulo Camillo Penna, responsável pelo ateliê de gravura do Museu Lasar Segall desde 2006.
Quando: 5 de agosto a 25 de novembro. Segundas-feiras das 9h às 12h30
Onde: Museu Lasar Segall (Rua Berta, 111 - Vila Mariana, São Paulo|SP)
Informações: http://bit.ly/2ZhkVSA