Boletim eletrônico Nº 758 - Ano XVI - 15 a 22 de novembro de 2019

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Ibram divulga Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos para estimular o combate ao tráfico de bens culturais

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O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lançou esta semana uma campanha de divulgação do Cadastro Nacional de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD), uma base de dados que reúne informações sobre os acervos desaparecidos dos museus brasileiros.

As informações do Cadastro são compartilhadas com órgãos de segurança pública e de controle aduaneiro e tem como objetivo possibilitar o rastreamento, a localização e a recuperação desses bens.

Qualquer museu pode enviar os dados sobre os bens que foram roubados, furtados, extraviados ou desapareceram, para que o Ibram disponibilize no CBMD, colaborando com a recuperação desses bens, sendo assim mais uma estratégia brasileira para prevenção e combate ao tráfico ilícito de bens culturais.

A solicitação para o cadastramento de informações deve ser encaminhada ao Ibram pelo representante legal do museu ou pelo proprietário do bem declarado de interesse público, por correio ou meio eletrônico, contendo cópias dos procedimentos legais (registro de boletim de ocorrência) efetivados desde o desaparecimento do bem.

A divulgação do Cadastro Nacional de Bens Musealizados Desaparecidos será feita nas redes sociais do Ibram e visa estimular que gestores e profissionais de museus mantenham a base de dados atualizadas. Saiba mais.

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Servidores do Ibram realizam minicurso de Plano Museológico do Museu Histórico e Artístico de Planaltina

Minicurso do plano museologico

No último sábado, dia 9, servidores do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) - da Coordenação de Acervo Museológico (Camus) e da Coordenação da Museologia Social e Educação (Comuse) - realizaram o minicurso de Plano Museológico do Museu Histórico e Artístico de Planaltina, região administrativa do Distrito Federal.  A atividade foi realizada no Centro de Ensino Fundamental (CEF n° 02) de Planaltina.

Com duração de 12 horas, participaram do curso moradores de Planaltina, integrantes de associações interessadas na vida cultural da cidade, assim como o juiz Carlos Maroja, a promotora responsável pela Ação Civil Pública, dra. Cristina Razia, e outros servidores da Vara do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Fundiário (Maduf/DF).

Durante o minicurso, os temas abordados foram pertinentes à primeira etapa do Plano Museológico: o planejamento conceitual. Etapa fundamental para a elaboração do planejamento, uma vez que envolve a discussão de itens fundamentais para definição do museu.

No fim da tarde, quando foi avaliada a atividade, os participantes manifestaram satisfação com o conteúdo apresentado e sugeriram que o período de duração do curso fosse ampliado para a realização de exercícios práticos referentes à etapa realizada, bem como às etapas seguintes relacionadas aos programas e projetos. Acatando as sugestões, o juiz Carlos Maroja solicitou aos técnicos do Ibram e à professora da UnB que prolongassem o prazo do curso. Assim, ficou decidido que vai haver mais um encontro no dia 14 de dezembro.

Histórico

Em 2018, o Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) entrou com Ação Civil Pública com o objetivo de obter provimento judicial destinado a compelir o Distrito Federal a elaborar e implementar Regimento Interno e Plano Museológico do Museu Histórico e Artístico de Planaltina, conforme determina a Lei nº 11.904/2009 e o Decreto nº 8.124/2013, a fim de garantir ao museu a devida proteção cultural nos termos previstos na Constituição do Brasil.

A partir das alegações do Distrito Federal de que não dispunha de recursos humanos ou financeiros para atender à imposição do Ministério Público, o Juiz da Vara de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Fundiário, Carlos Frederico Maroja de Medeiros, solicitou a colaboração do Ibram e da Universidade de Brasília (UnB) na elaboração do Plano Museológico e Regimento Interno do Museu Histórico e Artístico de Planaltina.

Nesse contexto, o presidente do Ibram, Paulo César Brasil do Amaral, colocou a autarquia federal à disposição para cooperar com a elaboração do Plano Museológico do museu de Planaltina por meio da realização de oficina presencial sobre o tema e indicou a Camus, área responsável sobre o assunto, para o atendimento à solicitação judicial.

O minicurso

A colaboração do Ibram será a realização de minicurso de Plano Museológico presencial com duração de 12 horas em dois sábados não consecutivos: 09 (realizado) e 23 novembro. No sábado, 07 de dezembro, haverá Audiência Pública para que o Distrito Federal informe as providências tomadas para a contratação de consultoria para a elaboração do Plano Museológico e Regimento Interno do Museu Histórico e Artístico de Planaltina.

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Museu Casa de Benjamin Constant lança site institucional e disponibiliza acervo online

Museu Casa de Benjamin Constant site

Nesta quarta-feira (13), o Museu Casa de Benjamin Constant (MCBC/Ibram) lançou o seu site institucional, onde também disponibiliza o acervo online por meio da plataforma Tainacan.

Ao todo, são 983 objetos disponíveis para consulta. Atualmente, o museu conta com aproximadamente 1000 itens de acervo museológico, dentre peças de mobiliário, pinturas, esculturas, objetos pessoais, utensílio domésticos, livros, documentos e fotografias, organizados nas seguintes coleções: Coleção Benjamin Constant, formada por objetos que pertenceram ao patrono do museu; Coleção Famíliaformada por objetos que pertenceram a viúva Maria Joaquina e descendentes de Benjamin Constant; Coleção José Beviláquaformada por objetos pertencentes ao genro de Benjamin Constant; Coleção Pery Bevilaqua, formada por objetos pertencentes ao neto de Benjamin Constant e Coleção Museu formada por peças de época e réplicas doadas para a reconstituição dos ambientes da exposição.

Acervo Documental

Cobrindo um período de tempo contínuo desde 1837, data de nascimento de Benjamin Constant, até 1990, ano de falecimento de Pery Constant Bevilaqua, o arquivo do museu é uma importante fonte de pesquisa para várias áreas de conhecimento, tais como: História do Brasil, Antropologia, Pedagogia, Filosofia, Sociologia, Política etc. Temas mais específicos, como Proclamação da República, Políticas Educacionais no 2º Reinado, Governo Provisório, Positivismo, Revolução de 30, Militarismo no Brasil, Golpe de 64, Ensino Militar, dentre outros, também podem ser analisados detalhadamente.

O acervo documental conta com 27 mil documentos e 4.162 fotografias, distribuídos por 5 fundos (Fundo Benjamin Constant, Fundo Família, Fundo Pery Bevilaqua, Fundo José Bevilaqua, Fundo Agliberto Xavier), destes, neste primeiro momento, apenas o Fundo Benjamin Constant está disponível na plataforma Tainacan.

O fundo é composto por documentos produzidos por Benjamin Constant no exercício de sua vida pública e privada, parte doado em 1958 pelos familiares ao antigo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) e, em 1980, por ocasião da organização e montagem do museu, por seu neto General Pery Constant Bevilaqua.

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Museu Casa Histórica de Alcântara completa 15 anos

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O Museu Casa Histórica de Alcântara/ Instituto Brasileiro de Museus (MCHA/Ibram) completou, no dia 08 de novembro, 15 anos de funcionamento. A trajetória do museu teve início em 1986, ano em que ocorreu o processo de desapropriação do imóvel e do acervo pela União por ser considerado de grande valor histórico e artístico.

A partir de 1990 iniciou-se o processo de restauração e adaptação do sobrado com o objetivo de abrigar o Museu da Cidade e, já em junho de 2004, o museu foi inaugurado com a visita do então ministro da cultura Gilberto Gil. Na ocasião, Gil explicou a história dos antigos moradores: primeiramente, os Barões de São Bento e por último a família Guimarães com foco nas mudanças sociais, políticas e econômicas tanto da família quanto da cidade.

Localizado na esquina da Praça da Matriz, o sobrado nº 07 é um exemplo da arquitetura colonial alcantarense pertencente a uma aristocracia rural escravocrata e com forte atividade agrária movimentada por meio da Companhia de Comércio Grão Pará e Maranhão durante a segunda metade do século XVIII.

Desde a sua abertura, o museu fechou por duas vezes para a realização de obras de manutenção e, em 2008, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) com o objetivo de ampliar as instalações do atual museu adquiriu o sobrado nº 15 próximo ao de nº 07.

Em 2017, houve a contratação do Projeto Arquitetônico e Expográfico integrando os dois sobrados em uma nova narrativa histórica. A proposta é deixar de ser o Museu Casa Histórica/MCHA para assumir a identidade para o qual foi criado: tornar-se o Museu da Cidade, com o nome de Museu de Alcântara/Musa, com previsão de entrega à população em 2021.

No decorrer destes 15 anos, o museu se tornou um referencial de visitação tanto para o público externo quanto para o local por meio da realização de ações sociais, educativas, culturais e do fortalecimento de parcerias com instituições públicas e privadas.

O Museu Casa Histórica de Alcântara  funciona de segunda a sexta, das 9h30 às 16h30.

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Três museus brasileiros estão entre os vencedores do 10° Prêmio Ibermuseus de Educação

10 premio ibermuseus de educacao

Nesta quinta-feira (14), o Ibermuseus divulgou os resultados do 10° Prêmio Ibermuseus de Educação, no qual três projetos de museus brasileiros estão entre os oito vencedores. São eles: Museu Quilombola da Picada, do Centro de Documentação e Comunicação Popular (1º lugar - Categoria 1);  Sala Experiências do Olhar – Espaço Inclusivo de Experimentação Sensorial, do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro,  (3º lugar – Categoria 1) e  Mulheres e arte: a trajetória do recriar, do Museu dos Capuchinhos, do Rio Grande do Sul (Categoria 2).

O Museu Quilombola da Picada desenvolve um programa educacional e cultural com os líderes da comunidade quilombola agrovila picada, estudantes e professores das escolas públicas locais, com o objetivo de permitir que os atores locais se apropriem dos conhecimentos e técnicas da museologia social.

O terceiro prêmio foi concedido ao projeto “Sala Experiências do Olhar - Espaço Inclusivo de Experimentação Sensorial”, do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro (Museu do Ingá), um espaço contínuo de experimentação sensorial, destinado, principalmente, a pessoas com perda parcial e total da visão. O objetivo é ampliar e democratizar o acesso à coleção, convidando os visitantes a experimentar as diversas formas de interação com as obras.

Na categoria 2, “Mulheres e arte: a trajetória do recriar”, do Museu dos Capuchinhos, do Rio Grande do Sul, tem o objetivo de articular ações educativas colaborativas entre o museu e as mulheres que trabalham em uma associação de catadores na cidade de Caxias do Sul, buscando destacar a identidade, o potencial e oferecer possibilidades alternativas de renda ao grupo de mulheres.

Leia aqui mais informações sobre o prêmio.

 

Agendas

#AfroGrafiteiras

O quê: Durante seis meses, um grupo de mulheres afro-brasileiras de diferentes territórios do estado do Rio de Janeiro encontraram-se no Museu da República, no Museu de Arte Moderna e na Arena carioca Jovelina Pérola Negra para pensar a posição da mulher negra na sociedade, e a partir daí, criar uma produção artística. Este processo inspirou a exposição que conta com mais de 30 telas de mulheres participantes do projeto. Entrada franca.
Quando: De 15 de novembro de 2019 a 02 de fevereiro de 2020. Terça a sexta 10h - 17h. Sábados, domingos e feriados 11h - 18h.
Onde: Museu da República | Rua do Catete, nº 153, Catete, Rio de Janeiro
Informações: https://www.instagram.com/museudarepublica/

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Território de Pesca e Poesia: exposição de fotografias de Luiz Bhering

O quê: Realizada pelo Museu de Arqueologia de Itaipu – MAI, com curadoria de Mirela Araujo, museóloga do MAI e apoio Artepadilla, a exposição é composta por 26 fotos impressas em fine art e retrata a vida da Colônia de Pescadores Z7, localizada na praia de Itaipu em Niterói e a atividade pesqueira no litoral fluminense.
Quando: De 14/11 a 19/1/2020, de terça a domingo, das 12h às 19h.
Onde: Centro Cultural dos Correios do Rio de Janeiro – CCCRJ (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro | Rio de Janeiro – RJ)
Informações: (21) 2253-1580

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7 povos

O quê: A exposição idealizada pelo Iphan, faz parte de um projeto de cooperação internacional, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. A mostra aproxima moradores e visitantes dos bens que constituem o patrimônio cultural missioneiro. As fotos tomam vida em realidade aumentada em tablets e celulares, em que o observador ultrapassa o plano da fotografia e é levado para a cena em movimento, com sons e texturas. O público pode transitar pelos caminhos dos Sete Povos das Missões Jesuíticas-Guarani, em mesas digitais interativas que exploram, em detalhes, a cartografia do território.
Quando: a partir de 12 de novembro. De terça a domingo, das 09h às 19h
Onde: Ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo | São Miguel das Missões (RS)
Informações: www.iphan.gov.br

 

Cursos e Oficinas

Arte Africana: uma introdução

O quê: Ministradas por Renato Araújo da Silva, filósofo formado pela Universidade de São Paulo (USP) e curador de inúmeras exposições pelo país, o curso propõe investigar as condições sociais, econômicas e culturais que se engendraram historicamente e permitiram a criação de estéticas específicas entra as diversas etnias e culturas africanas. As inscrições são gratuitas.
Quando: De 18 a 20 de novembro, das 18h às 22h
Onde: Caixa Cultural Brasília (SBS quadra 4 lotes 3 / 4 - Edifício anexo à matriz da Caixa | Brasília - DF)
Informações: https://www.africa.art.br/

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Direitos Autorais: domínio público e licenças

O quê: O evento contará com a presença de Fernanda D’Agostino (da Pinacoteca/SP) do Dr. Fernando Torres (Dannemann Siemsen) e de Tarsila do Amaral (Instituto Tarsila do Amaral) como palestrantes.
Quando: 19 e 20 de novembro, das 14h às 17h.
Onde: Instituto Brasileiro de Museus – Ibram (SBN, quadra 2, lote 8, bloco N, Edifício CNC III | Brasília – DF)
Informações: dco@museus.gov.br