Boletim eletrônico Nº 759 - Ano XVI - 22 a 29 de novembro de 2019

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Ibram lança sistema de cadastramento online de voluntários

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No fim de outubro, durante a oficina “Gestão de Riscos ao Patrimônio Museológico”, no Ibram-sede, em Brasília, a coordenadora da área de Preservação e Segurança (Copres), Taís Valente dos Santos, falou acerca do sistema de cadastramento online de voluntários para atuarem no salvamento de bens culturais musealizados, em todo o território nacional, de forma a colaborar no enfrentamento dos problemas que exijam resposta imediata.

O Programa de Voluntários servirá, fundamentalmente, para a mobilização de profissionais, estudantes e interessados no que se refere aos riscos ligados à preservação do patrimônio museológico.

Para inscrição, os candidatos ao posto de voluntário deverão preencher aqui uma ficha em meio eletrônico. Ao se inscrever, o (a) candidato (a) terá uma relação previamente estabelecida de áreas de atuação, tais como: salvamento de coleções, serviços de proteção e segurança e executivo-logística.

O (A) candidato (a) deverá indicar quais regiões do Brasil tem possibilidade/disponibilidade para trabalhar, bem como indicar, também, sua disponibilidade para treinamentos e atualização.

Veja o passo a passo da campanha dos voluntários.

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Ibram abre seleção pública para novo diretor do Museu Histórico Nacional

Centro do Rio de Janeiro/Downtown Rio de Janeiro

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lançou edital de chamamento público para preenchimento do cargo de diretor do Museu Histórico Nacional (MHN), que integra a rede de museus federais do Ibram no Rio de Janeiro (RJ).

Para participar do processo seletivo é preciso ter nacionalidade brasileira, formação acadêmica em nível superior, experiência comprovada em gestão, conhecimento das políticas públicas do setor museológico e da área de atuação do museu, entre outros aspectos.

A seleção está dividida em três etapas: análise da documentação para homologação da inscrição, de caráter eliminatório; análise de currículo e plano de trabalho, de caráter classificatório, e entrevista oral, também de caráter classificatório.

A comissão de seleção será formada por no mínimo três profissionais, entre servidores públicos e especialistas, e as entrevistas ocorrerão na cidade do Rio de Janeiro.

As inscrições estão abertas até o dia 16 de janeiro de 2020. Confira a íntegra do edital e seus anexos na página do Ibram.

Fundado em 1922, durante as comemorações do centenário da Independência do Brasil, o MHN é um dos importantes museus de história do país, responsável pela preservação de mais de 300 mil itens museológicos, arquivísticos e bibliográficos.

Desde 2015, Paulo Knauss, doutor em História e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), é o diretor do MHN.

Foto: José Caldas / Divulgação Ascom MHN

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Campanha busca financiamento coletivo para digitalização do acervo do Museu Imperial

MUSEU IMPERIAL

Está no ar a campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) “Museu Imperial: acervo sem fronteiras”, que tem como objetivo agilizar o processo de digitalização de todos os mais de 300 mil itens do acervo do Museu Imperial, em Petrópolis (RJ).

A iniciativa foi selecionada pelo programa Matchfunding BNDES+, direcionado a projetos culturais. Diferente do formato tradicional do financiamento coletivo, o BNDES trouxe para o setor, em parceria com a plataforma da Benfeitoria, o financiamento combinado, oferecendo um aporte de mais R$2 para cada R$1 doado. O objetivo é simples: democratizar o acesso a um conteúdo de riqueza inestimável.

O Museu Imperial/Instituto Brasileiro de Museus preserva o mais significativo acervo do país referente ao período imperial no Brasil, do qual fazem parte cartas, gravuras, fotografias, livros, jornais, pinturas, esculturas e objetos de infinitas formas e usos, todos divididos entre os setores arquivístico, bibliográfico e museológico. Em 2010, a instituição encarou o desafio de disponibilizar, online, imagens e informações documentais de suas coleções de forma contínua e permanente, tornando-se um dos poucos museus brasileiros a adotar essa política naquele momento. Foi um primeiro e importante passo para o objetivo de oferecer acesso a todo o acervo pela internet.

Passados nove anos, 8.578 itens foram digitalizados, gerando mais de 80 mil imagens, dentro de um processo trabalhoso de constante aprendizado e adaptação, de conversas com pesquisadores e entusiastas que apresentam suas necessidades em formas diversas, e de cuidado ao encarar os desafios que o processamento técnico de cada objeto impõe. No entanto, o número representa menos de 3% do acervo e o software, a ferramenta utilizada para a construção dessa base de dados, é o mesmo desde o começo, sem qualquer modificação.

Crowdfunding

Financiamento coletivo (crowdfunding) é a captação de fundos para iniciativas de interesse coletivo por meio de fontes diversas, que podem ser pessoas físicas e/ou jurídicas, em geral os próprios interessados. É uma espécie de “vaquinha”, porém, bem mais elaborada, que destaca o potencial do projeto a ser financiado e o retorno positivo que sua viabilização pode trazer.

Com o aporte do BNDES, por meio do programa Matchfunding BNDES+, fica mais fácil atingir a meta e tirar o projeto do papel, já que o ganho é triplicado. Porém, se, mesmo assim, a meta não for atingida, o dinheiro é devolvido aos colaboradores e o projeto não acontece. Para estimular os apoiadores, são criadas algumas recompensas. No caso da campanha do Museu Imperial, elas variam entre fotografias digitais do acervo em alta resolução; reproduções de obras impressas; visitas guiadas ao setor técnico; um par das famosas pantufas do museu em versão exclusiva; e até uma visita noturna ao Palácio Imperial com a possibilidade de assistir a uma performance da cravista e pesquisadora Rosana Lanzelotte, na espineta fabricada por Mathias Bostem em 1788, instrumento único no mundo.

Três metas foram estipuladas para a realização do projeto. A primeira meta, de R$ 80.239,53, envolve atualização de todo o sistema de banco de dados; implementação de novo sistema de busca e layout da página; e implementação de recursos de zoom e leitor de formato pdf. A segunda meta, de R$ 90.239,52, inclui a atualização e aquisição de novos computadores, e a terceira meta, de R$96.239,52, soma ainda a aquisição de novos equipamentos e mobiliário para os editores, além de uma softbox (conjunto para iluminação em fotografia), um fundo infinito, cartões de memória e bateria de flash portáteis.

Para contribuir, basta acessar o site da campanha por meio do link benfeitoria.com/museuimperial.

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Exposição lituana exibe obras do Museu Lasar Segall na cidade natal do artista

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A cidade de Vilnius (Lituânia) exibe a partir desta quinta-feira (28), pela primeira vez, obras de um de seus filhos mais ilustres. Nascido na capital lituana e naturalizado brasileiro, Lasar Segall (1889-1957) retorna simbolicamente a sua terra natal por meio de exposição realizada em colaboração com o Museu Lasar Segall, de São Paulo (SP), no ano em que se completam 130 anos de nascimento do artista.

“Um modernista brasileiro de Vilnius: o retorno de Lasar Segall” apresenta no Vilna Gaon State Jewish Museum (Museu Judaico de Vilnius) 57 obras pertencentes ao acervo do Museu Lasar Segall, entre pinturas, aquarelas, gravuras e esculturas. O apanhado oferece uma mostra da contribuição de Segall para a história da arte moderna, sua identidade multifacetada e a variedade de temas que o inspiraram.

A inauguração da exposição contou com a presença de Sergio de Toledo Segall e Albert Segall Mcdonell, netos de Lasar Segall; do ex-ministro brasileiro das Relações Exteriores Celso Lafer, presidente do conselho do Museu Lasar Segall; e do ministro lituano da Cultura, Mindaugas Kvietkauskas. Também presente em Vilnius, o diretor do Museu Lasar Segall, Giancarlo Hannud, ofereceu ao público do Vilna Gaon State Jewish Museum uma visita guiada à exposição em seu primeiro dia de exibição.

Além dos 130 anos de nascimento de Lasar Segall, a exposição celebra os 30 anos de reabertura do Vilna Gaon State Jewish Museum, instituição do Ministério da Cultura da Lituânia dedicada à herança histórica, material e espiritual de judeus lituanos. Fundado em 1913, o museu foi reaberto em 1989.

Vilnius e eu - Também como parte da parceria realizada entre as duas instituições, o Vilna Gaon State Jewish Museum cedeu ao Museu Lasar Segall 21 fotografias históricas da época em que Lasar Segall viveu na capital lituana para sua exposição "Vilnius e eu", em cartaz no museu brasileiro dedicado ao artista até 3 de fevereiro de 2020.

Na exposição em cartaz em São Paulo (SP), as imagens cedidas pelo museu lituano somam-se a uma seleção de fotografias e documentos pertencentes ao acervo do próprio Museu Lasar Segall, além de 28 obras de Segall que retratam sua cidade natal ou expressam memórias do artista sobre ela. Saiba mais.

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Museu Casa da Princesa disponibiliza acervo para consulta online

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Na sexta-feira (22), o Museu Casa da Princesa/Ibram disponibilizou, através da Plataforma Tainacan, um conjunto de 264 moedas existentes no seu acervo, para consulta online.

O Tainacan é um repositório gratuito voltado à gestão de acervos culturais e vem sendo implementado nos museus do Instituto Brasileiro de Museus visando atender às necessidades de inventário e catalogação dos acervos museológicos do Ibram, bem como a difusão dessas coleções na internet.

O diretor do museu, Tony Boita, afirma que em 2020 todas as peças do acervo do Museu estarão disponíveis na plataforma. “Serão mais de 1.00o peças entre obras sacras, arte decorativa e diversos objetos que referenciam a memória da região e a coleta feita pelo Seu Tição e pela comunidade de Pilar de Goiás.

O Museu Casa da Princesa funciona na Casa Setecentista, antiga moradia senhorial do século XVIII localizada no centro histórico da cidade de Pilar de Goiás. O imóvel que abriga o Museu foi tombado em 1954 devido a sua referência e importância arquitetônica do século XVIII.

Seu acervo museológico reúne documentos históricos, fotografias e objetos, especialmente mobiliário e utensílios domésticos utilizados nos casarões de fazendas, que mostram formas do viver goiano dos séculos XVIII ao XX.

A formação do acervo do Museu se dá a partir da coleta de Antônio Gomes Tição, “Seu Tição” que foi o grande responsável reunião do material mesmo antes da sua criação oficial.

Saiba mais sobre o Museu Casa da Princesa e acesse seu acervo online aqui.

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Museu do Diamante sedia exposição sobre feminismos e negritudes

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Nos dias 20 a 27 de novembro, o Museu do Diamante sediou a exposição coletiva Semana de Arte e Política: feminismos e negritudes – Comigo ninguém pode, do laboratório de montagem cênica da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM).

O evento foi fruto de uma pesquisa transdisciplinar realizada pelo Laboratório de Montagem Cênica da UFVJM em parceria com o núcleo sócio educacional contra  violência a mulher, o núcleo de estudos afro brasileiros e indígenas e a delegacia especializada em atendimento à mulher em Diamantina (MG).

“Comigo ninguém pode” é o nome popular de uma planta amazônica da família das aráceas que possuem folhas verdes com máculas brancas irregulares. Cáustica e venenosa, se ingerida pode  matar. Pelas tradições orais, a planta é colocada na porta de casa para afastar as energias pesadas e negativas. Assim, a comigo-ninguém-pode é uma planta de poder, tornando-se em si, também, uma reza, uma mandinga, uma benção. Um dispositivo natural de proteção e abertura dos caminhos.

A exposição foi uma autodeclaração afirmativa em favor das vidas e das liberdades dos corpos. Corpos que a sociedade insiste em colocar em condição de risco, de marginalização. Corpos invisibilizados e silenciados historicamente. Corpos que não aceitam condições de sobrevivência e exigem para si e para os seus a possibilidade de uma existência plena e digna.

As ações formativas, obras e apresentações artísticas atreladas ao projeto surgiram a partir de uma série de atividades realizadas ao longo dos dois últimos anos pelo laboratório de montagem cênica da UFVJM, entre elas, recentes visitas realizadas à casa de dona Miúda, conhecida benzedeira do Distrito de São João da Chapada, em Diamantina. Por sua história de luta em favor da manutenção de seus conhecimentos ancestrais, dona Miúda é a grande homenageada nesta primeira edição do evento.

O Museu do Diamante funciona de terça a sábado, das 10h às 17h; domingos e feriados, das 9h às 13h.

Imagem: Exposição Comigo ninguém pode / Museu do Diamante / Foto de Liliane Lopes

 

Agendas

Casa do Lago cheio de mim

O quê: A mostra individual inédita de André Santangelo aborda questões ancestrais como, deslocamentos e pertencimentos, com fotos, audioinstalações, videoinstalações e fotoinstalações, em uma imersão no ateliê e nos processos criativo e de produção do artista. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é livre para todos os públicos.
Quando: 30/11 a 18/01/2020. De segunda a sexta, das 12h às 19h, e sábado, das 10h às 15h.
Onde: Referência Galeria de Arte (SQN 202, Bloco B, Loja 11 – Subsolo | Brasília – DF)
Informações: (61) 39633501 | http://www.referenciagaleria.com.br/a-galeria/

 

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'Terra Queimada'

O quê: O Museu do Diamante vai inaugurar a exposição “Terra Queimada”. O evento vai apresentar conceitos poéticos, criação pictórica dos artistas e a vivência com o universo de possibilidades que o barro oferece, numa linguagem poético-visual contemporânea. Os ceramistas Elizabeth March de Meira, Giovanna Lopes, Gracíola Rodrigues, Marilac Orland e Renato Holzinger se inspiraram no desejo de extrair da terra as formas, os sonhos e anseios, como elemento de transformação e inovação.
Quando: 01 a 15 de dezembro, das 10h às 17h
Onde: Museu do Diamante (Rua Direita, 14 – Centro | Diamantina – MG)
Informações: (38)3531-1382

 

Cursos e Oficinas

Nova definição do conceito de museu

O quê: O Icom Brasil, o Instituto Brasileiro de Museus, o curso de Museologia da UnB e a Secretaria de Cultura do DF promoverão um debate sobre a proposta de nova definição do conceito de museu pelo Icom.
Quando: Dia 6 de dezembro de 2019, das 14h às 16h30
Onde: Instituto Brasileiro de Museus (SBN quadra 2, lote 8, bloco N, Edifício CNC III | Brasília – DF)