Boletim eletrônico Nº 762 - Ano XVII - 06 a 16 de janeiro de 2020

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Ibram abre Consulta Pública sobre a ação de Fiscalização do Instituto

Consulta Publica

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lançou, nesta segunda-feira (6), uma Consulta Pública sobre a minuta da Resolução Normativa que disciplina a ação de Fiscalização a ser desenvolvida pelo Instituto. A Consulta visa colher junto aos profissionais do campo museal e à sociedade em geral, contribuições para a construção do documento que será publicado nos próximos meses.

Entre as atribuições legais do Ibram, a atividade de fiscalização tem caráter obrigatório, estando prevista no art. 66 da Lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009, no art. 4° da Lei n° 11.906, de 20 de janeiro de 2009 e nos arts. 44 a 58 do Decreto nº 8.124, de 17 de outubro de 2013.

O documento estabelecerá a atuação de servidores como fiscais; a elaboração de planos anuais de fiscalização; a interação e o intercâmbio com outras instâncias (municipais, estaduais e distrital). Para além do caráter coercitivo e punitivo das ações de fiscalização, a minuta da Resolução Normativa prioriza o viés educativo e preventivo da fiscalização.

Acesse a Minuta da Resolução Normativa que disciplina a ação de Fiscalização do Ibram e participe da construção desse documento, enviando o formulário disponível no site do Ibram, com as suas sugestões para o e-mail consultapublica@museus.gov.br

A Consulta Pública se encerrará no dia 20 de fevereiro.

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Saber Museu está com inscrições abertas para dois cursos

inscricoes saber museu

O Programa Saber Museu está com inscrições abertas para os cursos Plano Museológico e Para Fazer uma Exposição. Desenvolvidos pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), os cursos são ofertados com carga horária de 40 e 20 horas respectivamente, na modalidade de Educação a Distância (EaD).

Interessados podem fazer sua inscrição através da plataforma da Escola Virtual do Governo (EVG) e iniciar o curso imediatamente. Os cursos são gratuitos.

O curso Plano Museológico: Planejamento estratégico para museus foi desenvolvido para responder à necessidade de capacitar o campo museal para a elaboração e implementação do plano museológico, exigência legal imposta a todos os museus, instituída pela Lei nº 11.904/09 e pelo Decreto nº 8.124/2013.

O plano constitui uma ferramenta de planejamento estratégico orientado especificamente para os museus. Portanto, ele atende as especificidades das atividades que envolvem a sua gestão, oferecendo subsídios para a elaboração do plano, apresentando conceitos de planejamento, gestão, diagnóstico, objetivos, elaboração de programas e projetos. Mais informações.

Já o curso Para fazer uma exposição foi desenvolvido com foco na necessidade oferecer orientações básicas e alguns recursos teóricos e metodológicos de concepção, planejamento, execução e avaliação de exposições. Assim, aborda diferentes recursos expográficos, tais como suporte, forma, cor, som, iluminação, textura, imagem, texto e outras representações cenográficas.

Concebe a exposição como ferramenta de comunicação, engajamento comunitário, reconhecimento de identidades e valorização da diversidade. Nesse sentido, contribui para a reflexão sobre o papel das exposições, discursos e narrativas na construção de memórias. Mais informações.

Saber Museu

O Programa Saber Museu é uma iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus voltada para a capacitação de profissionais que atuam na área museológica e áreas afins, visando a difusão do conhecimento e o aprimoramento da gestão do campo museal.

A partir da parceria com a Escola Virtual de Governo, da Escola Nacional de Administração Pública (EVG/ENAP), o Saber Museu disponibiliza em sua plataforma um vasto material instrucional em diferentes formatos tais como vídeos (aulas, animações, tutoriais), publicações, podcasts, apresentações, entre outros, que promoverão a capacitação à distância em temas que têm como base os programas do Plano Museológico e as principais políticas públicas e programas do setor museal. Saiba mais

O próximo curso a ser oferecido pelo Saber Museu será sobre Acessibilidade e as inscrições poderão ser feitas a partir do dia 18 de janeiro.

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Inscrições para o cargo de diretor (a) do MHN vão até dia 16 de janeiro

MHN

As inscrições para preenchimento do cargo de diretor do Museu Histórico Nacional (MHN), que integra a rede de museus federais do Ibram no Rio de Janeiro (RJ), estão abertas até o dia 16 de janeiro de 2020. Confira a íntegra do edital e seus anexos na página do Ibram.

Para participar do processo seletivo é preciso ter nacionalidade brasileira, formação acadêmica em nível superior, experiência comprovada em gestão, conhecimento das políticas públicas do setor museológico e da área de atuação do museu, entre outros aspectos.

A seleção está dividida em três etapas: análise da documentação para homologação da inscrição, de caráter eliminatório; análise de currículo e plano de trabalho, de caráter classificatório, e entrevista oral, também de caráter classificatório.

A comissão de seleção será formada por no mínimo três profissionais, entre servidores públicos e especialistas, e as entrevistas ocorrerão na cidade do Rio de Janeiro.

Desde 2015, Paulo Knauss, doutor em História e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), é o diretor do MHN.

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Mart removerá os sinos do antigo convento para restauro

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Os três sinos que compõem o campanário do antigo Convento Franciscano de Nossa Senhora dos Anjos serão temporariamente removidos de seu local de origem. A medida coordenada pelo Museu de Arte Religiosa e Tradicional (Mart/Ibram) está programada para acontecer nos dias 20, 21 e 22 de janeiro de 2020, entre as 08 e as 18 horas. “Em nosso trabalho regular de conservação, que envolve o monitoramento da integridade dos bens expostos à ação do tempo, detectamos o desgaste na estrutura de sustentação dos sinos. Portanto, a medida possui o caráter preventivo, para assegurar a integridade desses bens culturais”, explica a Profa. Dra. Carla Renata Antunes de Souza Gomes, Diretora do Mart/Ibram.

O processo de retirada dos sinos será executado por um dos maiores especialistas no assunto no Brasil, o sineiro Manoel Cosme dos Santos, ou Manoel dos Sinos, como é nacionalmente conhecido entre os estudiosos da arte sacra. No seu currículo estão trabalhos realizados para o Santuário Nacional de N. S. Aparecida (SP), o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro (RJ), a Catedral de Petrópolis (RJ) e a Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé (RJ), apenas para citar alguns. O trabalho, complexo, contará com a experiência de Manoel dos Sinos e sua equipe e envolverá a proteção da fachada do antigo Convento e do alpendre, o destelhamento do campanário para o içamento dos sinos maiores e o transporte dos três sinos retirados para o interior do Museu, além do diagnóstico do estado de conservação das peças que auxiliará a construção do projeto de restauração.

Por estarem na área externa do edifício - expostos aos ventos, às chuvas e à umidade –, com o tempo, houve a corrosão das peças metálicas que fixam os sinos nas coroas de madeira. Em 2017, com vistas a proteger os dois sinos maiores que adornam os vãos do campanário, o Mart/Ibram providenciou um escoramento provisório, seguindo a orientação do Escritório Técnico da Região dos Lagos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Mas, segundo a museóloga Aline Cadaxo, responsável pelo acervo, os danos nos sinos se intensificaram nos últimos anos, exigindo a medida extrema da retirada com vistas a sua recuperação. Impacto semelhante, provocado pela ação do tempo e das condições climáticas, foi observado pelo arquiteto responsável pela adaptação das ruínas do Convento para o Museu no final da década de 1960. Em relato, o arquiteto Edgard Jacintho da Silva falou dos constantes ventos da região que carregavam fragmentos que funcionaram como um abrasivo nas paredes do Convento e contribuíram para que o monumento se tornasse ruína na primeira metade do século XX.

A diretora Carla Renata explica que o objetivo do Museu de Arte Religiosa e Tradicional é realizar a intervenção de restauro dos sinos para sua realocação no campanário. Porém, a complexidade do processo exige que ele seja fracionado em várias etapas, por envolver peças cujo peso individual pode chegar a uma tonelada. Nesse primeiro momento, após a retirada dos sinos do seu lugar de origem, eles ficarão resguardados no Museu, em local adequado orientado pelos técnicos Iphan, e poderão ser visitados de perto pelo público. Esta também será a oportunidade para a obtenção de informações sobre os objetos, visto que muitos sinos trazem o nome do responsável e a data da fabricação registrados em sua estrutura. No campanário, o seu acesso era difícil e impossibilitava os pesquisadores identificarem a existência de dados.

Os sinos integram a estrutura do antigo Convento de Cabo Frio, preservada como patrimônio nacional pelo Iphan, em 1957. O Convento de N. S. dos Anjos começou a ser construído em 1686 e as atividades religiosas dos frades franciscanos no local iniciaram em 13 de janeiro de 1696. Com a criação do Museu de Arte Religiosa e Tradicional, em 1968, por meio de convênio com a Arquidiocese de Niterói, o Governo Federal assumiu a gestão do espaço com enfoque na sua preservação e difusão. O acordo com a Mitra de Niterói, proprietária do imóvel, foi renovado com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão do Ministério do Turismo responsável pelo Museu de Arte Religiosa e Tradicional, em agosto de 2019, com a intermediação da Paróquia de Nossa Senhora da Assunção. Entre as competências, assumidas pelo Ibram no documento, estão a manutenção do edifício e do acervo sob sua cautela. A ação para a preservação dos três sinos do antigo Convento corresponde às exigências do acordo com a Arquidiocese e representa a execução prática da implementação do planejamento de gestão de riscos pelo Museu em consonância com as determinações nacionais e internacionais de proteção ao patrimônio.

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MNBA comemora 83 anos de fundação

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No próximo dia 13, segunda-feira, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)/Instituto Brasileiro de Museus comemora seus 83 anos de fundação e para celebrar a data a visita ao Museu será gratuita entre 14 de janeiro e 31 de janeiro.

No calendário de exposições,  a mostra  "Hashtags da Arte"  foi encerrada, enquanto que a exposição "O colecionismo no Brasil - Eugène Boudin e os Barões de São Joaquim" foi prorrogada até o dia 2 de fevereiro.

Situado no centro histórico do Rio de Janeiro, em edifício de arquitetura eclética, projetado em 1908 pelo arquiteto Adolfo Morales de los Rios para sediar a Escola Nacional de Belas Artes, herdeira da Academia Imperial de Belas Artes, o MNBA foi construído durante as modernizações urbanísticas realizadas pelo prefeito Pereira Passos na então Capital Federal.

Criado oficialmente em 1937 pelo decreto do presidente Getúlio Vargas, ocupa uma área de 18 mil m² e é o mais importante museu de arte do país. Reúne um acervo de setenta mil itens entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros, constituindo-se num centro irradiador de conhecimento e divulgação da arte brasileira.

A bicentenária coleção do MNBA se originou de três conjuntos de obras distintos: as pinturas trazidas por Joaquim Lebreton, chefe da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro, em 1816; os trabalhos pertencentes ou aqui produzidos pelos membros da Missão, entre os quais se destacam Nicolas-Antoine Taunay, Jean-Batiste Debret, Grandjean de Montigny, Charles Pradier e os irmãos Ferrez; e as peças da Coleção D. João VI, deixadas por este no Brasil, ao retornar a Portugal, em 1821.

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Museu Imperial bate 1ª meta em financiamento coletivo para digitalizar acervo

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A campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) “Museu Imperial: acervo sem fronteiras”, que visa agilizar o processo de digitalização de todos os mais de 300 mil itens do acervo do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis, bateu sua primeira meta no dia de Natal, 25 de dezembro. O museu tem até o dia 16 de janeiro para alcançar as outras duas metas. Acesse aqui a campanha.

Três metas foram estipuladas para a realização do projeto. A primeira meta, que já foi alcançada, envolve atualização de todo o sistema de banco de dados; implementação de novo sistema de busca e layout da página; e implementação de recursos de zoom e leitor de formato pdf. A segunda meta inclui a atualização e aquisição de novos computadores, e a terceira meta soma ainda a aquisição de novos equipamentos e mobiliário para os editores, além de uma softbox (conjunto para iluminação em fotografia), um fundo infinito, cartões de memória e bateria de flash portáteis.

No ar desde meados de novembro de 2019, a campanha faz parte do programa Matchfunding BNDES+, direcionado a projetos culturais. Diferente do formato tradicional do financiamento coletivo, o BNDES trouxe para o setor, em parceria com a plataforma da Benfeitoria, o financiamento combinado, oferecendo um aporte de mais R$2 para cada R$1 doado.

“Estamos muito felizes por termos atingido a primeira meta e agora estamos na próxima etapa, tentando alcançar as próximas duas metas que permitirão a realização do projeto de forma ainda mais eficiente. Ainda precisamos arrecadar 16 mil reais, por isso é muito importante que as pessoas continuem abraçando a campanha, divulgando e colaborando”, ressaltou a museóloga e coordenadora da Digitalização do Acervo do Museu Imperial, Muna Durans.

Arte sem fronteiras: bibliotecas em rede

Trata-se de um portal que vai contemplar um catálogo integrado online de acervos de bibliotecas do Museu Histórico Nacional, do Museu Nacional de Belas Artes, dos Museus Castro Maya, ambos estão sob gestão do Instituto Brasileiro de Museus e do Museu Casa de Rui Barbosa. Saiba mais.

O valor total do projeto é de R$ 41 mil, sendo que 1/3 será arrecadado na campanha e 2/3 será financiado pelo BNDES. A campanha de arrecadação de recursos teve início no dia 21/11 e se encerrará no dia 16/01. Confira aqui o link da campanha.

 

Agendas

Scorzelli Megabichos, de Marcos Scorzelli

O quê: A mostra exibe cerca de 20 instalações inéditas, em chapas de aço, que ficarão expostas ao ar livre, nos jardins do Museu. São girafas com 3,5m de altura, elefantes e polvos gigantes, além de outros bichos em exibição no espaço. A mostra também tem o objetivo de estimular o lúdico nas crianças, que poderão fazer sua própria obra de arte, reproduzindo um megabicho em papelão. Todas as instalações e os múltiplos das obras de arte estarão à venda. A classificação é livre e a entrada gratuita. O museu também oferece estacionamento gratuito.
Onde: Museu do Açude (Estrada do Açude, 764 - Alto da Boa Vista | Rio de Janeiro – RJ)
Quando: Até 23 de março. Diariamente, exceto às terças-feiras, das 11h às 17h. Entrada franca às quintas.
Informações: (21) 3433.4990 | museuscastromaya.com.br 

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Exposição 318 anos de Serro

O quê:  O Museu Regional Casa dos Ottoni promove a exposição de arte “318 anos do Serro”. A mostra, que tem Rafael Múcio como curador, traz o lançamento do álbum do tricentenário da cidade 1714 – 2014.
Quando: 29 de janeiro de 2020 às 19h
Onde: Museu Regional Casa dos Ottoni (Praça Cristiano Ottoni, 72 - Centro | Serro  MG)
Informações: (38) 3541.1440

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O princípio biocêntrico

O quê: A Casa Cláudio de Souza, seccional do Museu Imperial, promove a palestra “O princípio biocêntrico”. O evento é gratuito e aberto ao público de todas as idades. Na ocasião, serão propostas reflexão e vivência com a conexão vital que nos envolve e, por meio delas, possibilitar uma conexão com o sentido da vida. A Biodanza é um complexo de vivências corporais que integra a música, a emoção e o movimento pleno de sentido.
Quando: 16 de janeiro, das 17h30 às 19h30
Onde: Casa Cláudio de Souza (Praça da Liberdade, 247 - Centro | Petrópolis  RJ)
Informações: (24) 2231.5156